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Análise: EUA ‘dormiram no ponto’ diante do avanço chinês e tentam retomar ascendência sobre a América Latina

Segundo professor, situação na Venezuela é ‘microcosmo da rivalidade mais ampla entre Washington e Pequim’

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ataque dos EUA à Venezuela visa criar um aviso para a China sobre sua influência na América.
  • Especialista afirma que os EUA tentam retomar sua hegemonia na região, perdida para a China nas últimas décadas.
  • O ataque também serve como um sinal geopolítico, além de ser uma ação militar.
  • Os EUA estão dispostos a negociar negócios, como a exportação de petróleo venezuelano, com a China, sob suas condições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ataque norte-americano contra a Venezuela visava também mandar um recado à China. Segundo fontes do governo Trump, ouvidas pela agência Reuters, entre os vários objetivos da operação estava o de dizer a Pequim para ficar longe das Américas.

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (12), o professor de direito e relações internacionais Kleber Galerani disse que, por muitas décadas, os EUA foram o principal parceiro comercial do Brasil, mas hoje a China assumiu esse lugar e não só com o Brasil. Segundo Galerani, a maior potência mundial teria “dormido no ponto” enquanto Pequim avançava sua influência sobre uma região estratégia globalmente.


“O que nós observamos é uma tentativa de retomada, de uma ascendência sobre uma área que estrategicamente sempre foi uma área de influência natural por parte dos Estados Unidos da América, desde lá, em 1823, quando a Doutrina Monroe foi estabelecida. O que se observa na mudança dos anos 2000 em diante, é uma ascendência muito forte por parte da China no campo econômico, mas também as outras áreas”, explica.

Ele completa que a intervenção perpetrada por Donald Trump na Venezuela é mais do que um ataque militar, mas também foi um sinal geopolítico de alto calibre lançado diretamente para a China.


“Por um lado, os Estados Unidos buscam limitar a influência chinesa próximo de suas fronteiras e, por outro, afirmam que estão abertos aos negócios, inclusive oferecendo exportação de petróleo venezuelano diretamente aos chineses sob seus termos”, analisa Galerani.

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