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Análise: EUA vão buscar ganhos econômicos em acordo nuclear com o Irã

Chegada de segundo porta-aviões ao Oriente Médio seria somente uma tática para agilizar negociações, afirma especialista

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã está buscando um acordo nuclear com os EUA que traga benefícios econômicos para ambos os lados.
  • Os EUA enviaram um segundo porta-aviões para o Oriente Médio como parte de uma tática para agilizar as negociações.
  • A diplomacia dos EUA sob Donald Trump visa ganhos econômicos, mesmo que isso envolva acordos com países autoritários.
  • Os EUA também atuam como mediadores entre o Irã e Israel, pressionados pelas ações de Benjamin Netanyahu.

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Um diplomata iraniano divulgou: “O Irã busca um acordo nuclear com os Estados Unidos que traga benefícios econômicos para os dois lados”. Ainda que as perspectivas sejam boas, a tensão é presente no Oriente Médio. Um segundo porta-aviões dos EUA foi enviado para o território e forças militares se preparam para a possibilidade de uma campanha prolongada caso as negociações não sejam bem sucedidas.

Estados Unidos enviam porta-aviões para Oriente Médio
Chegada do segundo porta-aviões no Oriente Médio aumenta tensões e pressão imposta ao regime iraniano Reprodução/Record News

Ele aproveita o argumento para caracterizar a diplomacia exercida por Donald Trump desde que retornou à Casa Branca: “É um método que tenta trazer ganhos econômicos a todo custo. Nem que isso gere acordos com países autoritários ou a queda de algum governo, como ocorreu na Venezuela”.


A ameaça adicional dos porta-aviões seria uma maneira de incentivar negociações que levem o Irã a ceder recursos e riquezas para melhorar a própria situação. Neste sentido, setores como petróleo, gás, mineração e fabricação de aeronaves podem entrar em discussão, afirma Pasquarelli em entrevista ao Conexão Record News desta sexta (16): “Há uma lógica transacional, no sentido de tentar algum tipo de acordo econômico para então tentar uma conciliação, seja ela momentânea ou duradoura”.

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Ele aproveita o argumento para caracterizar a diplomacia exercida por Donald Trump desde que retornou à Casa Branca: “É um método que tenta trazer ganhos econômicos a todo custo. Nem que isso gere acordos com países autoritários ou a queda de algum governo, como ocorreu na Venezuela”.


Ainda assim, ele avalia que os EUA agem como um mediador entre Irã e Israel, já que as medidas propostas por Benjamin Netanyahu visam a rendição total do país vizinho. “Com certeza existe uma pressão por parte de Israel, porque ela vê o Irã como o principal inimigo da região”, conclui Pasquarelli.

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