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Análise: futuro do Irã deve passar por concessões aos EUA, não por mudança de regime

Especialista analisa desejo de Trump de interferir na sucessão de Ali Khamenei

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump deseja influenciar na escolha do novo líder do Irã após a morte de Ali Khamenei.
  • Ele procura um modelo de liderança similar ao da Venezuela e considera vários candidatos.
  • O especialista Igor Lucena afirma que o regime iraniano está fragilizado, mas a mudança de regime é improvável.
  • Lucena acredita em um possível acordo com concessões ao governo dos EUA, em vez de uma revolução popular.

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O presidente Donald Trump afirmou que ele precisará ter sua parte na escolha do novo líder do governo iraniano, e que não será o filho do falecido governante supremo Ali Khamenei. Por questões de segurança, a decisão precisou ser adiada.

Segundo a agência de notícias Reuters, Trump explicou que tem buscado um modelo de líder semelhante ao que foi adotado atualmente na Venezuela e confirmou ter algumas pessoas em mente. Apesar de ter sido questionado sobre o príncipe herdeiro iraniano exilado, Reza Pahlavi, o presidente norte-americano declarou que “todos estão sendo considerados”.


“O Irã tem uma força revolucionária radical, que é a Guarda Revolucionária, que são os reais mantenedores do regime [...] E aí o que talvez fique complexo é dizer quem de fato vai assumir esse cargo, que seja, uma pessoa que tenha uma liderança interna, mas ao mesmo tempo faça o jogo do presidente Donald Trump”, explicou o economista Igor Lucena ao Conexão Record News.

O especialista ressaltou ainda que o regime iraniano está fragilizado internamente, mas, para derrubar o governo, seria necessária uma mobilização de toda a população, de forma que ele não fosse capaz de se reerguer. Dessa forma, ele não acredita em uma mudança de regime, mas em um acordo por meio de concessões a Washington.


“O regime tem uma capilaridade de repressão muito grande. A queda do regime teria que ter necessariamente uma posição coordenada capaz de movimentar toda a população iraniana para que o regime caísse e não pudesse se levantar. Não é o caso [...]. Eu não acredito numa mudança de regime, não neste primeiro momento. Eu acho que é muito mais fácil um acordo entre pessoas do regime, talvez para expurgar os radicais, aqueles que falam morte à América, morte aos Estados Unidos, e tentar manter a própria ditadura, mas com concessões feitas aos Estados Unidos”, afirmou.

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