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Análise: guerra entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos sem lado vencedor

Uriã Fancelli destaca estagnação do conflito e desafios para a Ucrânia sem apoio dos EUA

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O conflito entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos sem vencedor e com objetivos não alcançados por ambos os lados.
  • A guerra se transformou em uma batalha de resistência, caracterizada por altos custos humanos e poucos avanços territoriais.
  • O apoio militar dos EUA à Ucrânia permanece incerto desde a presidência de Donald Trump, afetando significativamente a defesa ucraniana.
  • Negociações de paz estão distantes, com desconfianças e hostilidade entre os lados russo e ucraniano, dificultando um acordo.

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O conflito entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos sem que um lado tenha alcançado os objetivos principais. Em entrevista ao Alerta Brasil desta segunda-feira (23), o analista de relações internacionais Uriã Fancelli explica que alguns avanços territoriais foram limitados ao longo do tempo, e a guerra se transformou em uma batalha de resistência com altos custos humanos.

“A Rússia não está vencendo a guerra porque ela não conseguiu aqueles seus objetivos iniciais, aqueles objetivos centrais, que era derrubar o governo ucraniano. [...] Esse conflito deixa de ser uma guerra de movimento e passa a ser aquilo que tem sido chamado de uma guerra de resistência, de adaptação e de desgaste, com uma faixa cinzenta entre Rússia e Ucrânia, um território onde há muitas mortes, mas que há poucos avanços e mudanças no próprio terreno”, comenta.


Imagem em área aberta com árvores e árvores. Um veículo militar lança um foguete, que sai com chama e fumaça em direção ao céu. Ao lado do veículo, um soldado observa a ação.
Analista destaca que o conflito entre Rússia e Ucrânia está longe de chegar a um acordo Reprodução/Record News

Segundo Fancelli, o apoio militar dos Estados Unidos à Ucrânia ainda é incerto desde a volta à presidência de Donald Trump. Embora os europeus tenham aumentado a assistência ao país, eles enfrentam dificuldades para substituir o suporte americano em defesa aérea e inteligência.

“A Ucrânia, que teve em determinado momento esse compartilhamento paralisado, congelado pelos Estados Unidos logo depois da visita do Volodymyr Zelensky em fevereiro do ano passado [...], o Trump paralisa por determinado tempo esse compartilhamento de inteligência, o que acabou tendo impactos imediatos no campo de batalha”, afirma.


O analista também destaca que o conflito está longe de chegar a um acordo. “Longe de um acordo ainda, eu diria, dos dois lados a negociação. Do lado russo, a impressão que dá é que existe uma “boa vontade fake” com o objetivo de manter o Donald Trump interessado. [...] Do lado ucraniano, já existe uma hostilidade que ela é anterior, até mesmo à própria invasão em larga escala, em fevereiro de 2022”, comenta Fancelli.

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