Análise: guerra não pode acabar sem tirar o controle do estreito de Ormuz das mãos do Irã
Especialista analisa nova fase do conflito após Donald Trump declarar suspensão dos ataques
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos suspenderam por cinco dias os ataques às instalações de energia do Irã, após ameaças à infraestrutura iraniana caso o estreito de Ormuz não fosse liberado.
Marcelo Suano, especialista em relações internacionais, comenta em entrevista ao Hora News desta segunda-feira (23) que, enquanto Donald Trump afirma que as negociações estão acontecendo, o governo iraniano nega, dizendo que os EUA apenas recuaram antes que esse conflito impactasse ainda mais a economia mundial.
Segundo ele, a guerra não pode acabar sem uma solução definitiva para o controle do Irã sobre o estreito Ormuz: “Esse controle não pode ficar nas mãos do Irã [...] Ou o Ocidente apoia os Estados Unidos, ou então o Irã vai acabar tendo prerrogativas que ele sempre reivindicou e isso vai cada vez mais impactar diretamente na Europa e no Ocidente como todo”, analisa.
Suano ainda completa que o prazo máximo dessa guerra deveria ser de 4 a 12 semanas: “O Trump não pode ir muito além disso”, mas já está recorrendo ao Congresso para financiar a manutenção do conflito.
Sobre a possibilidade de uma desescalada da guerra, o especialista acredita que o futuro do conflito ainda está cercado de incertezas e explica como o Irã tem agido no campo de batalha: “Eles [Irã] estão utilizando a estratégia da dissuasão, que é quando você convence o teu adversário ou teu inimigo a não tomar qualquer atitude contra você, porque você demonstra o poder que você tem”, diz o especialista.
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