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Análise: Irã avisa aos EUA que tem o poder de fazer o preço do petróleo explodir

Controle do Estreito de Ormuz é carta na manga dos aiatolás e pode impactar no futuro político de Trump; entenda

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã fechou partes do Estreito de Ormuz durante exercício militar, enfatizando seu controle sobre a navegação.
  • Estreito é crucial para a exportação de petróleo, com mais de 20% do consumo global passando por essa rota.
  • Explosão no preço do petróleo pode afetar diretamente as eleições de novembro nos Estados Unidos, ao elevar o custo da gasolina.
  • A interdependência global é ressaltada, mostrando que até grandes potências precisam considerar as ações do Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã fechou partes do Estreito de Ormuz por algumas horas durante um exercício militar nesta terça-feira (17) — uma “medida de segurança” para proteção da navegação, segundo uma agência de notícias local. Na análise do professor Leonardo Trevisan, no entanto, se trata mais de uma “carta escondida na manga”.

“O Irã diz, olha, vocês podem ser valentes, ter a terceira força, mandar três porta-aviões para cá, fazer tudo que vocês querem com o poder militar. Nós temos o poder de fazer o preço do petróleo explodir”, diz em entrevista ao Conexão Record News.


Embarcação lança míssil no Estreito de Ormuz
Irã já não chega tão fragilizado à mesa de negociação com os EUA, diz analista Reprodução/Record News

A hidrovia é a rota de exportação de petróleo mais vital do mundo e conecta grandes produtores, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico.

Mais de 20% do petróleo consumido no mundo passa pelo Estreito, pontua Trevisan. Responsável por uma porção considerável da geração de energia e combustível a nível global, o recurso tem o poder de influenciar eleições ao redor do mundo.


Entre elas estão as de meio de mandato nos Estados Unidos. “Se o preço do petróleo explodir, adeus resultado nas eleições de novembro. Porque se o preço do petróleo explode, a gasolina imediatamente sobe nos Estados Unidos e os Estados Unidos dependem em tudo do carro.”

Os iranianos já não chegam tão fragilizados à mesa de negociação em que foram colocados pelos americanos, que pressionam debates em torno do programa nuclear do Irã.


“O que o Irã está provando é que o mundo está muito interligado. E mesmo as grandes, as enormes potências, como os Estados Unidos e China, têm que prestar atenção nisso”, conclui o especialista.

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