Análise: Irã dobra a aposta ao escolher líder mais radical do que Ali Khamenei
Especialista avaliou que comandante não vai de acordo com as expectativas de Israel e dos Estados Unidos
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O Irã e o mundo se surpreenderam com a confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei no primeiro dia da guerra (28). Oito dias após o acontecimento, o país escolheu Mojtaba Khamenei para assumir, aos 56 anos, o cargo de líder supremo, deixado pelo pai. Nem Donald Trump nem Benjamin Netanyahu ficaram felizes com a notícia e ambos acreditam que o líder “não deve durar muito”, como definiu o norte-americano.
O motivo da desaprovação por parte dos dois se deve ao tipo de líder que eles esperavam, afirma o doutor em relações internacionais Igor Lucena: “Os EUA tinham o objetivo de tentar negociar com os iranianos a escolha de um líder menos radical [...] que não tivesse o foco da morte aos Estados Unidos e a Israel, que era o mote de Ali Khamenei. Não foi isso que aconteceu”.
No Conexão Record News desta segunda (9), o especialista afirmou que a escolha de Mojtaba “dobra a aposta” ao colocar alguém ainda mais radical do que o antecessor para comandar o Irã. Ele avalia que a medida não só funciona como uma ofensa a Israel e aos Estados Unidos, mas também a toda a comunidade internacional envolvida na guerra, que poderá se prolongar ainda mais agora.
Lucena ainda aponta que a escolha vai contra o que a própria revolução iraniana, que instaurou o regime, pregava: o fim da hereditariedade na liderança. “É uma medida bastante contraditória e talvez até desesperada pelos membros do próprio regime”, conclui o doutor, que não sabe dizer ao certo se Mojtaba será um possível fantoche da Guarda Revolucionária do Irã ou se ele exercerá um poder real no país.
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