Análise: Keir Starmer tornou-se uma sombra de si mesmo com a divulgação dos arquivos de Epstein
Conexão entre o criminoso americano e o ex-embaixador nomeado pelo premiê têm gerado polêmica
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A recente divulgação de centenas de documentos do Caso Epstein revelaram que diversas pessoas em cargos importantes mantinham uma forte conexão com o empresário que comandava uma rede de tráfico sexual e pedofilia. Dentre os listados, está Peter Mandelson, ex-embaixador dos EUA escolhido por Keir Starmer, atual primeiro-ministro do Reino Unido. A descoberta tem sido uma grande dor de cabeça ao político, que agora lida com pressões vindas dos adversários e de aliados para renunciar do cargo.
O líder já deixou claro que a decisão não está nos planos dele: “Depois de ter lutado tanto pela oportunidade de mudar nosso país, não estou disposto a abandonar meu mandato e minha responsabilidade com a minha nação, nem mergulhá-la no caos, como outros fizeram”. O chefe de gabinete que foi responsável por aconselhar Starmer a nomear Mandelson, entretanto, renunciou neste domingo (8).
A difícil situação na qual o primeiro-ministro se encontra o transformou em “uma sombra de si mesmo”, na interpretação de Lier Ferreira, pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics na UFF (Universidade Federal Fluminense). Ele compara a polêmica ao motivo da renúncia do governante do Reino Unido no período entre 2019 a 2022, Boris Johnson.
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Ferreira explica que, durante a pandemia de Covid-19, Johnson participou de diversas festas e encontros durante a época de quarentena. “Enquanto todos os ingleses estavam no esforço do isolamento, o primeiro-ministro se autorizou o direito de fazer reuniões, festinhas e encontros”, criticou o especialista durante o Conexão Record News desta terça (10).
O drama de Keir Starmer se estende para a questão da governabilidade britânica. Ferreira explica que o Partido Trabalhista, do qual o político é membro, possui subdivisões como o Partido da Reforma, liderado por Nigel Farage, um potencial sucessor do cargo mais poderoso do país. “Vamos observar se Starmer vai ou não conseguir manter a confiança do Parlamento para manter o posto, ou se terá que renunciar, como muitos estão neste momento”.
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