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Análise: Otan ‘pisa em ovos’ à medida que Irã ataca países vizinhos

Azerbaijão e Turquia abateram drones e um míssil, respectivamente, que invadiram os espaços aéreos das nações

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã lança mísseis e drones que invadem o espaço aéreo da Turquia e do Azerbaijão, respectivamente.
  • A Turquia abatou um míssil iraniano e o Azerbaijão feriu quatro pessoas devido a ataques aéreos.
  • A Otan, liderada por Mark Rutte, afirma que a situação não justifica ativar a cláusula de defesa mútua.
  • Analistas acreditam que os ataques visam desestabilizar a economia mundial e forçar negociações de cessar-fogo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nesta quarta (4) a Europa entrou em alerta após um míssil iraniano ser abatido no espaço aéreo da Turquia. Enquanto isso, na quinta-feira (5), dois drones iranianos sobrevoaram o Azerbaijão e feriram quatro pessoas. O Ministério da Defesa do país afirmou que os ataques não ficarão sem resposta. Em ambas as ocasiões, o governo do Irã negou ter feito os ataques.

Em meio à escalada de tensões e com territórios europeus ameaçados, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, esclareceu que o caso não fornece motivo imediato para acionar a cláusula de defesa mútua, que consta no artigo 5 da Aliança. O líder ressaltou que, apesar disso, os adversários notaram que o grupo é muito forte e vigilante.


Apesar da segurança na fala de Rutte, o doutor em ciência política e professor da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) Bruno Pasquarelli afirma que a Otan “está pisando em ovos” em meio à complexa situação. Ele também analisa que os ataques direcionados ao Azerbaijão e outros países árabes visam desestabilizar a economia mundial.

Ao serem afetadas economicamente, essas nações estariam motivadas a negociar um cessar-fogo junto a Donald Trump. “Os países árabes, como a própria Arábia Saudita, o Catar, não vêm com bons olhos esse conflito, até porque dependem também da passagem do Estreito de Ormuz para exportar o próprio petróleo”, concluiu Pasquarelli no Conexão Record News desta quinta.

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