Análise: Putin quer deixar Ucrânia em uma zona desmilitarizada caso ele precise invadi-la novamente
Especialista analisa estratégias do presidente russo após mais um ataque letal contra Kiev e nova ameaça contra tropas ocidentais
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Pela segunda vez na história da guerra entre Rússia e Ucrânia, o governo russo utilizou mísseis hipersônicos e armamento com capacidade nuclear contra os ucranianos. Segundo as informações do ataque, quatro ucranianos morreram e cerca de 20 ficaram feridos.
Autoridades russas afirmaram que o recente ataque aconteceu em resposta a uma tentativa da Ucrânia de atingir uma das residências oficiais do presidente Vladimir Putin no fim de 2025, o que foi negado pelo governo de Volodymyr Zelensky.
Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta (9), o doutor em ciência política Bruno Pasquarelli explicou que Putin utiliza seu poderio militar para forçar Zelensky a ceder e aceitar o melhor acordo possível para Moscou.
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“O Putin tenta jogar com justamente essa possibilidade de um acordo. O Trump tem pressionado para um acordo rápido e o Putin exerceu seu poder militar de uma forma mais efetiva. Ele acaba, ao escalar a violência, tentando forçar a Ucrânia a ceder, ao cessar-fogo, trazer os termos mais benéficos para ele”, analisa o especialista.
Ameaças ao Ocidente
A Rússia afirmou que tropas enviadas à Ucrânia por governos ocidentais serão “alvos legítimos” de combate. Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que as declarações e uma coalizão de governos ocidentais pró-Ucrânia estão se tornando cada vez mais perigosas. A afirmação foi feita depois que Reino Unido e França anunciaram planos para enviar uma força multinacional à Ucrânia em caso de cessar-fogo.
Segundo Pasquarelli, as ameaças fazem parte de outra estratégia de Putin, que visa impedir o apoio de países ocidentais à Ucrânia na guerra. De acordo com o professor, o objetivo seria deixar a Ucrânia em uma zona desmilitarizada a fim de que não haja nenhum tipo de consequência caso ele precise entrar novamente no território ucraniano.
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