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Análise: Rússia busca centralizar dados de usuários ao bloquear redes sociais da Meta

Coordenador do ITS Rio avalia que Moscou tenta ampliar acesso estatal a informações pessoais e favorecer plataformas alinhadas ao governo

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo russo bloqueou redes sociais da Meta, incluindo Instagram e Facebook, que possuem milhões de usuários no país.
  • Especialistas avaliam que essa ação busca centralizar dados pessoais e promover serviços alinhados ao regime de Moscou.
  • Há preocupação sobre a segurança dos dados dos cidadãos, pois o governo pode ter mais controle sobre as informações coletadas.
  • Históricos tentativas de bloqueio, como do Telegram em 2018, mostram que a Rússia enfrenta desafios nessa prática.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo russo bloqueou o acesso a redes sociais ligadas à Meta, como Instagram, Facebook, WhatsApp e ao próprio aplicativo da corporação, que somava mais de 100 milhões de usuários no país. O aplicativo de mensagens afirmou que a medida representa um retrocesso que pode reduzir a segurança dos cidadãos.

Em entrevista ao Alerta Brasil, João Victor Archegas, coordenador do ITS Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro), afirma que a decisão é uma tentativa de Moscou de assumir o controle da internet no país e promover serviços alinhados ao regime. Ele acrescenta que existe o risco de o governo usar essas plataformas para coletar dados dos usuários.


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“Desde 2018, a Rússia tem tentado forçar essas plataformas a coletar cada vez mais dados dos seus usuários. [...] Obviamente, existe um risco de que a Rússia, o governo, tenha acesso a mais informações de comunicação das pessoas que utilizam esse serviço, até porque não é o mesmo protocolo de segurança e privacidade que o Telegram dispõe ou que o WhatsApp dispõe para os seus clientes”, afirma Archegas.

O coordenador também explica que “nenhum bloqueio de internet é perfeito”, já que é necessário que o país comunique cada provedor de acesso para efetivar a restrição e, no caso da Rússia, seria preciso informar milhares de servidores para que o processo tivesse êxito. Ele relembra, ainda, que Moscou tentou bloquear o Telegram em 2018, sem sucesso.


“Bloqueio nenhum é perfeito. A própria Rússia aprendeu isso tentando bloquear o Telegram em 2018, e depois, percebendo que não ia conseguir, simplesmente desistiu em 2020. E, hoje, o Telegram está aí sendo usado por mais de 90 milhões de pessoas na Rússia”, diz.

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