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Análise: Rússia está preparada para lidar com um mundo sem limitações para armas nucleares

Serviço de inteligência da Estônia afirma que Moscou planeja aumento militar para mudar rumo de poder na Europa

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Estônia alerta que a Rússia planeja um aumento militar para alterar o poder na Europa.
  • A Rússia não intenção de atacar a Otan agora, mas está se rearmando para enfrentar a crescente militarização da Europa.
  • Pesquisador destaca que a Rússia está preparada para um cenário sem restrições à produção de armas nucleares.
  • Os ataques da Rússia na Ucrânia visam forçar negociações que atendam seus interesses, sem objetivos bélicos diretos contra a Europa Ocidental.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O serviço de inteligência da Estônia afirmou que a Rússia planeja um aumento militar para mudar o rumo de poder na Europa. Segundo o relatório anual divulgado nesta terça-feira (10), Moscou não tem a intenção de lançar um ataque militar contra qualquer estado da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) este ano ou no próximo, mas está correndo para reconstruir as forças à medida que a Europa intensifica o rearme.

O chefe do serviço de inteligência disse que a Europa deve investir em defesa e segurança interna para que, no futuro, a Rússia conclua que não tem chance contra os países da Otan. A inteligência estoniana afirmou ainda que o Kremlin considera os Estados Unidos como principal adversário global.


Tanque militar verde se desloca por um campo aberto com vegetação rasteira, envolto por neblina ou fumaça
Pesquisador afirma que a Rússia não vai diminuir os esforços bélicos Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News, Lier Ferreira, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense), afirma que os russos não vão diminuir os esforços bélicos. “A Rússia está absolutamente preparada para lidar com um mundo no qual não existam limitações para a produção de armas nucleares e para qual as alianças e os acordos mediados pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por outros organismos multilaterais deixem de ser implementados”, diz.

Para Ferreira, no entanto, isso não significa que a Rússia tenha qualquer objetivo bélico em relação aos europeus, principalmente os países da Europa ocidental. Segundo o pesquisador, os ataques de Moscou no território ucraniano durante o inverno, em meio às negociações trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, visam forçar uma negociação que atenda aos interesses prioritários da Rússia em detrimento daqueles que seriam de interesses da Ucrânia.


“A Europa, por outro lado, que esteve apartada dessas negociações trilaterais, continua reivindicando um lugar e continua reivindicando também alguns elementos que muito provavelmente não serão alcançados”, completa.

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