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Análise: Rússia ‘não tem por que fazer acordo’ se pode negociar rendição da Ucrânia

Negociações tensas entre os países terminaram nesta quarta (18), sem grandes avanços para cessar-fogo

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Negociações entre Rússia e Ucrânia terminaram sem acordo de paz.
  • Questão territorial é o principal impasse nas conversas.
  • Rússia pode estar esperando mais tempo para consolidar vitórias territoriais.
  • Conflito é caracterizado por uma guerra psicológica e dificuldades energéticas na Ucrânia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As negociações entre Rússia e Ucrânia, descritas por ambos os lados como difíceis e tensas, terminaram nesta quarta-feira (18) sem um acordo de paz. Os Estados Unidos também participaram das conversas em pressão ao fim do conflito, que já dura quatro anos.

Um representante ucraniano citou avanços, sem oferecer mais detalhes, enquanto o presidente Volodymyr Zelensky acusou a Rússia, através das redes sociais, de querer prolongar negociações que poderiam ter chegado à fase final. Moscou não divulgou mais detalhes, mas um representante declarou que outra reunião deve acontecer em breve.


Negociadores discutem acordo pelo fim da guerra na Ucrânia
Questão territorial continua como maior impasse Reprodução/Record News

A questão territorial continua como o maior ponto de impasse. “Alguns chamam de “no deal”, ou seja, sem aquilo não é possível fazer um acordo”, explica o professor de relações internacionais Alexandre Pires, em entrevista ao Hora News.

“Você tem uma situação bastante cautelosa por todas as partes, as divulgações são bastante econômicas, dizem pouco, mas eu acredito que no atual momento, provavelmente a questão de cessão territorial tem sido um impeditivo e, claro, esse é todo o interesse da Rússia em buscar consolidar aquele território que foi conquistado.”


O especialista analisa que o atual momento é o melhor do ponto de vista militar para o lado russo. “É como se eles falassem: estamos com uma certa vantagem terrestre, logo vamos equiparar o jogo aéreo, não tem por que fazer um acordo, sendo que talvez mais um mês ou dois a gente obtenha uma trégua, uma rendição ucraniana.”

Ele ainda destaca o uso do rigoroso inverno no leste europeu como arma de guerra. “Essa é uma guerra bastante brutal em termos de estratégia”, pontua Pires. “[A Rússia] não está destruindo simplesmente capacidade militar ucraniana, tem uma dimensão de guerra psicológica fortíssima, se aproveitando de qualquer vantagem” — o que inclui o controle energético em um país que não tem condição de se manter sem energia.

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