Análise: se Sanae Takaichi convocar novas eleições, deve ser o fim de seu governo; entenda a crise política no Japão
Apesar do apoio popular, líder não consegue cumprir a agenda política por conta dos vetos do parlamento
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Após ter sido eleita em outubro com 70% de apoio, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tem encontrado dificuldades para governar o país devido às oposições na câmara baixa, que possui uma maioria estreita do bloco governista. Para tentar contornar a situação, a líder pretende dissolver o parlamento para convocar novas eleições. Uma coletiva de imprensa ocorrerá na próxima segunda (19) para explicar a decisão. Apesar de drástica, não seria a primeira vez que a medida é empregada no Japão, como lembra o professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan.
Durante o Conexão Record News desta quarta (14), o especialista afirmou que o que ocorre no Japão é uma “disputa de caciques políticos” e disse com franqueza que: “A Câmara Baixa japonesa é um barril de pólvora. Ela tem várias facções, é difícil controlar”. Segundo Trevisan, Sanae assumiu porque o primeiro-ministro anterior, Shigeru Ishiba, não conseguiu controlar o parlamento e, por isso, tentou em 2024 fazer a mesma manobra.
A diferença entre Shigeru e Sanae está no fato que esta última possui apoio popular, mas o professor expõe: “É um apoio nacionalista e extremado. Aquela frase que ela fez provocando a China, nada disso é interesse das empresas japonesas. Os empresários japoneses não querem nenhuma briga com a China [...] Isso só interessa para hordas nacionalistas internas no Japão”. Na análise do entrevistado, tais declarações servem apenas para incentivar a queda do PLD (Partido Liberal Democrático), grupo popular desde a Segunda Guerra Mundial e principal opositor da líder.
Trevisan termina com a previsão de que caso a dissolução ocorra, o governo de Sanae será tão curto quanto o do antecessor, que durou somente um ano e meio. “O quadro político japonês é instável nas decisões, mas ele é bastante estável no voto. Em outras palavras, o número de deputados de cada facção fica mais ou menos o mesmo”.
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