Análise: sem uso das reservas, o ‘petróleo explode’
Professor explica que os estoques globais da fonte energética podem ajudar a segurar aumentos provocados pelo conflito entre Estados Unidos e Irã
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, o preço médio da gasolina e do diesel disparou em diversos postos ao redor do mundo. Em São Paulo, os combustíveis já chegaram a bater R$ 10 o litro, e o barril do petróleo alcançou US$ 102 (cerca de R$ 536).
Em entrevista ao Alerta Brasil, Rodrigo Simões, economista e professor da FAC (Faculdade de Comércio), explica que diversos países já se movimentam para minimizar os impactos e garantir o abastecimento global de combustíveis. Segundo ele, a ação coordenada entre as nações pode ajudar a amenizar as altas das fontes energéticas.

“Os países estão se organizando ali com a liderança da França, para quê? Para poder tentar combater esse aumento muito disparado do preço do combustível com as reservas nacionais que os países possuem de petróleo. Essas reservas possuem uma regra para poderem ser utilizadas. Estima-se que hoje os principais países, Brasil, França, Alemanha, os países da Europa, Estados Unidos, detenham uma reserva de petróleo de aproximadamente 1 bilhão e 200 milhões de barris. Esse 1 bilhão e 200 milhões de barris seria suficiente para poder atender o comércio de combustíveis no mundo inteiro para esses países por aproximadamente 90 dias”, diz.
“Então, isso pode ser que seja um fator positivo para que o mundo consiga aguentar um tempo com um reajuste um pouco mais suave, porque senão realmente o petróleo explode”, completa.
O docente também explica que, embora o Brasil seja autossuficiente na produção de petróleo, a limitação na capacidade de refino faz com que os preços internos sigam diretamente influenciados pelas oscilações do mercado internacional.
“Nós, aqui no Brasil, nós produzimos um petróleo, nós somos autossuficientes em produção de petróleo e a gente até exporta petróleo, que é o óleo bruto que a gente chama. Só que nós não temos ainda a capacidade de 100% de refinar o petróleo, que é o quê? Transformar o petróleo em diesel ou em gasolina. Então, por isso que a gente ainda sofre um pouco com essas oscilações de preço devido aos contratos, e as negociações do preço do combustível estarão atreladas ao mercado internacional”, afirma.
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