Análise: Trump trava guerra contra a Venezuela ainda que fora do campo de batalha
Em meio à escalada das tensões, presidente dos EUA afirmou ter tido uma conversa ‘nem boa nem ruim’ com Nicolás Maduro
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O presidente norte-americano Donald Trump confirmou neste domingo (30) que conversou por telefone com o líder venezuelano Nicolás Maduro. Apesar do diálogo, permanece a tensão militar entre os dois países, com novos movimentos militares na região do Pacífico. Em entrevista ao Conexão Record News, o doutor em ciência política Bruno Pasquarelli analisa a escalada de tensões entre os países.
“Você está atacando a soberania de um país, mas ao mesmo tempo ele tenta dialogar com Nicolás Maduro para também exercer um outro tipo de pressão. Então a gente vê o Donald Trump atuando em várias frentes. Uma frente que não necessariamente é um campo de batalha, mas onde ele está exercendo a guerra, fazendo uso da guerra por meio da sua armada”, diz.

Segundo Trump, a conversa “não foi boa nem ruim”. De acordo com fontes ouvidas por agências de notícias, o governo do republicano propôs que Maduro deixe a Venezuela e procure refúgio na Rússia ou em outro país.
Um jornal dos Estados Unidos afirmou que o presidente da Venezuela fez duas exigências para aceitar o acordo: receber anistia internacional e manter o controle das forças armadas — condições que teriam sido recusadas por Trump.
As forças armadas norte-americanas enviaram mais um caça para o Mar do Caribe, onde está posicionado o maior porta-aviões do mundo. A mobilização acontece um dia depois de Trump alertar para o fechamento do espaço aéreo venezuelano — uma violação do direito internacional, segundo Pasquarelli.
O país da América do Sul, que acusa Washington de tentar se apropriar das reservas de petróleo venezuelanas, também faz exercícios militares ao longo da costa, e segundo a Reuters, tem planos de resposta caso os norte-americanos invadam o território.
Para o especialista, no entanto, a Venezuela não tem condições reais de enfrentar o exército norte-americano. “Mas a gente vai ver as reais consequências desse conflito nos próximos dias. Também se a Rússia e a China tem algum tipo de interesse na defesa da Venezuela”, pontua.
O PlayPlus agora é RecordPlus: mais conteúdo da RECORD NEWS para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!










