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Análise: Ucrânia promove ataques psicológicos para fragilizar Exército, Putin e a população russa

Dois policiais morrem após explosão em Moscou; atentados similares têm sido reivindicados por Kiev

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia utiliza ataques psicológicos para desestabilizar o Exército russo e fragilizar a imagem de Putin.
  • Recentemente, dois policiais russos morreram em uma explosão em Moscou enquanto tentavam deter um suspeito.
  • A Ucrânia reivindica vários ataques contra autoridades e militares russos desde o início da guerra.
  • Esses ataques minam a moral das tropas e aumentam a pressão sobre a população russa, que percebe o conflito como afetando seu próprio território.

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“Não há dúvidas de que os ucranianos vão usar o seu serviço secreto de inteligência e atentados militares para quebrar a moral dos soldados russos e tentar diminuir a capacidade de influência e de inteligência dos oficiais russos”, diz o doutor em relações internacionais Igor Lucena, em entrevista ao Conexão Record News.

Nesta quarta-feira (24), dois policiais morreram durante uma explosão em Moscou. Eles tentavam deter uma pessoa próximo ao local onde ocorreu o atentado contra um general russo, no início da semana. “Esses ataques vão acontecer dentro de Moscou, dentro de São Petersburgo e dentro do território russo”, continua o especialista.


Ucrânia entende que, ao abater líderes do alto-escalão russo, diminui a capacidade de mobilização efetiva das tropas Reprodução/Record News

Desde o início da guerra no leste europeu, a Ucrânia tem sido responsabilizada por vários ataques contra militares da Rússia e figuras pró-Kremlin, e chegou a reivindicar alguns deles. “Infelizmente, isso faz parte do conflito”, pontua Lucena.

“Os maiores líderes russos, hoje, são os principais alvos da inteligência ucraniana porque entendem que, ao abater esses líderes, eles diminuem a capacidade de mobilização efetiva das tropas, tendo em vista que eles são os grandes responsáveis pelas incursões militares”, acrescenta.


O especialista destaca que, quando esses ataques ocorrem dentro do país, saem fragilizados o Exército e o presidente, Vladimir Putin. Também aumenta a pressão, uma vez que a população entende que o conflito não ocorre somente dentro da Ucrânia. Seria uma lógica de “ataque psicológico”, conclui Lucena.

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