Analista diz que EUA preparam modelo migratório muito mais seletivo
Na mais recente medida, aumentou de 13 para 38 o número de países de onde os imigrantes devem pagar caução de até R$ 82 mil para obtenção de visto
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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R$ 82 mil é uma quantia capaz de comprar um carro popular, porém, dependendo do país, esse também será o gasto necessário para adquirir um visto americano. Isso passou a ser realidade após o governo do presidente Donald Trump anunciar que vai subir, de 13 para 38, os países que fazem parte da lista de nações cujos visitantes devem pagar uma caução para vistos. Os novos integrante são em sua maioria nações da África, América Latina ou sul da Ásia. A política entrará em vigor no dia 21 de janeiro.
Segundo o departamento de estado, qualquer cidadão viajando com o passaporte emitido por um dos países que seja considerado elegível para um visto B1 ou B2 deve depositar o valor determinado no momento da entrevista. A medida está alinhada com as tentativas do governo atual de reprimir visitantes que ultrapassam o prazo de validade dos vistos. O valor pode ser recuperado se o visitante deixar os Estados Unidos dentro do período permitido pelo documento.
O especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral disse no Conexão Record News nesta quarta (7) que esta é outra medida da administração Trump contra a imigração ilegal: “O camarada fica nos Estados Unidos após o prazo de vencimento do visto e aí casa com uma americana ou arruma um emprego e aí começam as demandas legais para sua naturalização”. Na opinião de Cabral, o que os EUA elaboram no momento é um novo sistema migratório, muito mais seletivo, um modelo semelhante a outros países.
O que isso significa é que de agora em diante só será permitida a moradia no país àqueles que já possuem uma alta renda: “Quem vai morar lá vai ser quem tem alta renda, e que, logo, pode contribuir com investimentos para a economia nacional. Isso ou aqueles trabalhadores cujas capacidades e qualificações interessem ao governo dos Estados Unidos”. Fora isso, o especialista acredita que a deportação de imigrantes ilegais deverá continuar de maneira ainda mais intensa com o decorrer do mandato de Trump.
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