Andrew Mountbatten-Windsor é 1º membro da realeza britânica preso em quase 400 anos
Irmão do rei Charles 3º é investigado por suspeita de má conduta em função pública
Internacional|Do R7
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Desde o século 17, nenhum integrante da Família Real Britânica havia sido preso. Esse cenário mudou nesta quinta-feira (19), com a detenção de Andrew Mountbatten-Windsor em uma investigação ligada ao caso Jeffrey Epstein.
Até então, o último membro da realeza preso foi Charles 1º (também conhecido por Carlos 1º), em 1647, durante a Guerra Civil Inglesa. O conflito, que teve início em 1642, opôs o exército do monarca, que defendia o poder absoluto, e o do Parlamento, que queria a implementação de uma monarquia constitucional e a redução do poder da Coroa.
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Os parlamentaristas venceram ao final. Preso e sob acusações de alta traição, Charles 1º foi levado a julgamento em 20 de janeiro de 1649. Ele foi condenado à morte, tendo sido decapitado em 30 de janeiro do mesmo ano. A monarquia foi abolida temporariamente no Reino Unido, dando espaço à República.
Em 1660, a monarquia foi restaurada e Charles 2º foi condecorado como rei.

Prisão de Andrew Mountbatten-Windsor
Andrew Mountbatten-Windsor, filho da rainha Elizabeth 2º e irmão do rei Charles 3º, é suspeito de má conduta em cargo público, em que teria enviado documentos confidenciais do governo britânico a Jeffrey Epstein.
Em 2019, Andrew já havia renunciado às funções reais devido aos laços com o criminoso sexual americano. Em outubro do ano passado, ele fez o mesmo em relação aos títulos reais, incluindo o de Duque de York.
No mesmo mês, o Palácio de Buckingham anunciou que o rei Charles 3º retiraria do irmão o status de “príncipe”.
Andrew sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e disse lamentar a amizade entre eles.
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