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Angela Merkel completa 15 anos à frente do governo alemão

Angela Merkel fez história como a primeira mulher e cidadã do Oriente a chegar à Chancelaria da Alemanha

Internacional|da EFE

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Merkel foi eleita chanceler em 22 de novembro de 2005
Merkel foi eleita chanceler em 22 de novembro de 2005

Em 22 de novembro de 2005, Angela Merkel fez história como a primeira mulher e cidadã do Oriente a chegar à Chancelaria da Alemanha, e 15 anos depois é a política mais valorizada por seus compatriotas, embora nem sempre esteja identificada com esses dois marcos ou com o conservadorismo clássico de seu partido.

A última página da liderança da Merkel ainda está para ser escrita. Ela deixou claro que deixará o poder quando este mandato terminar — ou seja, daqui a um ano. Mas a forma como vem combatendo a crise do coronavírus a revalidou, e o termo do 'Merkeldämmerung' — o crepúsculo de Merkel — que ela planejava para sua fase final no poder se dissipou.


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Em 22 de novembro de 2005, quando foi eleita chanceler por 397 votos de um total de 611 no Bundestag (Parlamento), ela assumiu a liderança de sua primeira grande coalizão.


Merkel tinha sido presidente da União Democrata-Cristã (CDU) por cinco anos, chegando lá depois de chamar o partido para "emancipar" Helmut Kohl, chanceler de 1982 a 1998, que se envolveu em um escândalo sobre contas secretas do partido sob sua liderança.

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A nova líder assumiu a tarefa de renovar a legenda a partir de uma posição mais centrista que a de seus grandes patriarcas — Konrad Adenauer e Kohl — que foram até rotulados de "social-democratas" por alguns.


Os números da Destatis — o Escritório Federal de Estatística — mostram a linha tênue entre o sucesso e o fracasso eleitoral. De 35,2% quando Merkel chegou ao poder em 2005, caiu para 33,8% em 2009, subiu para 41,5% em 2013 e caiu para 32,9% em 2017.

No topo do ranking


Apesar dessa fraqueza em sua última eleição, as pesquisas a colocam Merkel no topo do ranking de seus compatriotas. De acordo com o gráfico de computador da Destatis, 86% acreditam que ela está fazendo um bom trabalho durante os seus 15 anos no poder.

A chanceler também tem moral dentro do movimento feminista, como destacou a editora da revista "Emma", Alice Schwarzer, historiadora do feminismo e que em seu último livro dedicou um capítulo a Merkel.

"Eu estava no Reichstag naquele dia (da posse de Merkel), foi realmente emocionante. 86 anos depois que as mulheres alemãs ganharam o direito de voto, finalmente tivemos uma mulher no topo", lembrou.

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Contudo, a historiadora considera que a chefe de governo não conseguiu resolver o que chama de "islamismo político", mas deixou prevalecer o preceito da liberdade religiosa. A submissão das mulheres nos setores reacionários do mundo muçulmano é agora o foco da campanha de Schwarzer, uma militante a favor da proibição da burka e de outros véus integrais.

E essa não é a única reprovação que tem sido feita a Merkel no feminismo. Os próprios infográficos da Destatis destacam como seus 15 anos no poder não resultaram em paridade de gênero.

Diferença salarial

A diferença salarial na Alemanha é de 20%; apenas 15% dos cargos de liderança nos conselhos de administração das empresas são ocupados por mulheres; e 31,2% dos integrantes do Parlamento Federal são homens, contra 31,8% de 2005.

No entanto, Schwarzer aprecia o endosso de Merkel ao movimento. Alguém que, de uma posição de desvantagem na política — uma mulher do Oriente, uma doutora em física — conseguiu se livrar de seus inimigos, principalmente os homens.

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