Internacional Ao menos 12 mortos no Iraque após anúncio de retirada política do líder xiita Sadr

Ao menos 12 mortos no Iraque após anúncio de retirada política do líder xiita Sadr

Apesar do toque de recolher decretado em Bagdá, sadristas invadiram o Palácio da República; outras 22 pessoas ficaram feridas

AFP

Resumindo a Notícia

  • Doze pessoas morreram no Iraque após líder xiita anunciar que vai se retirar da política
  • Iraque está imerso em uma crise política desde as eleições legislativas de outubro de 2021
  • Após anúncio de Sadr, centenas de manifestantes invadiram o Palácio da República
  • Ouviram-se tiros entre sadristas e grupo político contrário a Sadr; 22 pessoas ficaram feridas
Manifestantes invadiram o Palácio da República no Iraque

Manifestantes invadiram o Palácio da República no Iraque

Alaa Al-Marjani/Reuters - 29.08.2022

Pelo menos 12 manifestantes morreram nesta segunda-feira (29) em Bagdá, capital do Iraque, depois que o líder xiita Moqtada Sadr anunciou inesperadamente sua "retirada definitiva" da política.

O Iraque está imerso em uma crise política desde as eleições legislativas de outubro de 2021.

A situação se agravou nesta segunda (29) na capital, onde, após o anúncio de Sadr, um dos principais atores da política iraquiana, centenas de sadristas invadiram o Palácio da República, na chamada Zona Verde de Bagdá, destacaram jornalistas da AFP.

Dentro, os manifestantes descansavam em sofás em uma sala de reuniões, alguns agitavam bandeiras iraquianas e tiravam fotos, enquanto outros se refrescavam em uma piscina no jardim, segundo um fotógrafo da AFP.

Apesar do toque de recolher decretado pelo Exército em Bagdá e em todo o Iraque, o caos continua na capital.

Nas entradas da Zona Verde, ouviram-se tiros entre, segundo testemunhas, sadristas e partidários do Quadro de Coordenação, grupo político pró-iraniano contrário a Sadr.

Dois apoiadores de Sadr morreram e 22 ficaram feridos, disseram fontes médicas.

A missão da ONU no Iraque, sediada na Zona Verde, pediu aos manifestantes "contenção máxima".

Desde as eleições legislativas de outubro de 2021, o Iraque vive em um bloqueio político, que deixou o país sem novo governo, primeiro-ministro ou presidente, devido ao desacordo entre as facções para formar uma coalizão.

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