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Ao rejeitar sugestão de Corina, Nobel reafirma que a paz está acima das questões partidárias; veja análise

María Corina Machado sugeriu doar a honraria a Donald Trump, mas instituto da Noruega impediu a transferência do prêmio

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A venezuelana María Corina Machado, ganhadora do Nobel da Paz, deseja doar sua honraria ao presidente Trump, mas o Instituto Nobel proíbe essa transferência.
  • O professor Kleber Galerani analisa que o gesto de doação resulta de interesses políticos de Machado que busca alinhar-se com Trump.
  • O Instituto Nobel reafirma que o prêmio deve manter sua neutralidade e universalidade, acima de interesses partidários.
  • Atualmente, a Venezuela é liderada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que enfrenta desafios em equilibrar interesses internos e pressões externas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A última ganhadora do Nobel da Paz, a venezuelana María Corina Machado, sugeriu doar a honraria ao presidente Donald Trump para reconhecer o apoio do presidente à Venezuela. O Instituto Nobel da Noruega respondeu: uma vez concedido, o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado, como previsto nos estatutos da Fundação Nobel.

O professor de direito e relações internacionais da Universidade de Franca, Kleber Galerani, vê que o gesto de María estaria fundado em interesses políticos. Durante o Conexão Record News desta segunda (12), Galerani aponta que Trump já havia dito anteriormente que a vencedora do troféu não estaria apta a virar a nova presidente da Venezuela. Sendo assim, o entrevistado analisa que essa doação serviria como uma maneira da representante demonstrar um certo alinhamento com a política do presidente americano.


Porém, esses planos foram frustrados pela própria instituição que distribui o prêmio: “Há uma busca aqui de proteger a neutralidade e a universalidade do Nobel. Ao rejeitar a ideia de transferência, o Instituto reafirma que a legitimidade do prêmio está acima de disputas domésticas, acima de interesses partidários. E é um princípio que serve para preservar a credibilidade internacional da própria organização”. Como María não teve o apoio de Trump para subir ao poder, a Venezuela tem sido liderada pela presidente interina Delcy Rodríguez.

Na análise do professor, a posse de Delcy é uma tentativa do governo para equilibrar os dois lados: os apoiadores do regime de Maduro e os políticos estadunidenses que buscam ver uma cooperação por parte da Venezuela. “A atual presidente é extremamente alinhada com o regime estabelecido. [...] É certo que caso ela se porte da mesma forma que Maduro, a pressão norte-americana se acentuará. Por outro lado, se ela fizer concessões muito acentuadas, internamente ela pode perder a base de apoio das Forças Armadas, dos demais políticos e da própria população.”

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