Morte Elizabeth 2ª

Internacional Após virar rei, Charles 3º demite dezenas de funcionários que o ajudavam quando era príncipe

Após virar rei, Charles 3º demite dezenas de funcionários que o ajudavam quando era príncipe

Desligamento coletivo causou fúria entre os empregados da Clarence House, que trabalham duro desde a morte de Elizabeth

Agência EFE

Resumindo a Notícia

  • Dezenas de funcionários que trabalhavam para Charles enquanto príncipe foram demitidos
  • Clarence House anunciou que maioria dos funcionários será desligada após Charles virar rei
  • Informação entre os funcionários causou indignação
  • Equipe do então príncipe de Gales afirma que trabalha arduamente desde a morte de Elizabeth
Com a morte de Elizabeth, Charles deixou de ser príncipe de Gales e se tornou rei do Reino Unido

Com a morte de Elizabeth, Charles deixou de ser príncipe de Gales e se tornou rei do Reino Unido

Niall Carson/Pool/AFP - 13.9.2022

Dezenas de funcionários da Clarence House, a residência de Charles 3º quando era príncipe de Gales, antes de se tornar o novo rei, foram informados que serão demitidos em breve, em meio a cerimônias de despedida da rainha Elizabeth 2ª.

Cerca de cem trabalhadores da ex-residência oficial do rei receberam cartas que informam que os seus serviços não são mais necessários e que serão ajudados a encontrar novos empregos, revelou o jornal The Guardian nesta terça-feira (13).

Entre os afetados estão secretários particulares, o gabinete financeiro, a equipe de comunicação e empregados domésticos, alguns deles com décadas nas funções, que receberam a notícia durante uma cerimônia em homenagem à rainha na Catedral de São Egídio, em Edimburgo, na segunda-feira (12).

"Todos estão furiosos, incluindo os secretários particulares e a equipe de comando. Todo o pessoal tem trabalhado muito desde a noite de quinta-feira [quando Elizabeth 2ª morreu] para se deparar com isto. As pessoas estão muito alteradas", disse uma fonte anônima ao jornal.

Em carta, à qual o jornal teve acesso, o principal assessor de Charles 3º, Clive Alderton, explicou aos funcionários que "a mudança de papel para os superiores significará também mudanças para a residência".

"A carteira de trabalho anteriormente ocupada por esta residência em apoio aos interesses pessoais do príncipe de Gales, antigas atividades e operações domésticas deixarão de ter continuidade, e a Clarence House será fechada. Espera-se, portanto, que os postos baseados principalmente na Clarence House deixem de ser necessários", disse Alderton.

Reconhecendo que se trata de uma notícia "perturbadora", Alderton informa os empregados do apoio que receberão para se recolocarem em outros empregos e da indenização "aumentada" que receberão, além do valor exigido por lei.

Um porta-voz da Clarence House explicou que as operações na residência do príncipe de Gales terminaram e, portanto, "foi aberto um processo de consultas", o que significará que, "embora algumas demissões sejam inevitáveis, estão sendo identificados papéis alternativos para a maioria da equipe".

De acordo com o resumo anual da Clarence House, Charles 3º empregava o equivalente a 101 funcionários em tempo integral, e um terço deles trabalhava no escritório dos secretários particulares.

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