Apresentadora de TV foge da Arábia Saudita por usar ‘roupa indecente’
Jornalista trabalhava em um canal dos Emirados Árabes Unidos e estava gravando uma matéria sobre mulheres sauditas que agora podem dirigir
Internacional|Beatriz Sanz, do R7

Shereen al-Rifaie, uma apresentadora de TV que trabalhava na Arábia Saudita fugiu do país depois que a Comissão Geral de Mídia Audiovisual afirmou que iria investigar a jornalista por supostas violações ao código de vestuário. Ela foi para os Emirados Árabes Unidos.
Al-Rifaie gravou uma reportagem sobre o direito de dirigir que foi conquistado pelas mulheres sauditas há pouco tempo. No vídeo, ela aparece usando um lenço solto na cabeça que deixava aparecer mechas do seu cabelo e um abaya — vestido típico muçulmano — mas a peça estava aberta e deixou aparecer sua calça e blusa.
"Eu estava vestindo roupas decentes e Deus revelará a verdade do que foi dito sobre mim", afirmou ao site saudita Ajel.
A Comissão que anunciou que a investigação continuará independente de ela não estar mais no país.
Nas redes sociais, o vídeo causou alvoroço. Uma hashtag em árabe foi criada e dizia "mulher pelada dirige em Riad".
A jornalista trabalhava na emissora Al-Aan dos Emirados Árabes Unidos.
As regras de vestimenta da Arábia Saudita são muito restritivas. O país segue o alcorão à risca e não permite que mulheres mostrem o cabelo ou usem roupas justas.
Inclusive mulheres estrangeiras precisam usar a abaya. O uso de véu para estrangeiras não é obrigatório, mas é comum ver mulheres sauditas usando a burca ou niqab, roupas que cobrem a maior parte do corpo.
O décimo país mais perigoso do mundo para as mulheres são os Estados Unidos, segundo levantamento divulgado pela Fundação Thomson Reuters — braço filantrópico da agência de notícias Reuters — nesta terça-feira (26). A pesquisa avalia o que as nações fa...
O décimo país mais perigoso do mundo para as mulheres são os Estados Unidos, segundo levantamento divulgado pela Fundação Thomson Reuters — braço filantrópico da agência de notícias Reuters — nesta terça-feira (26). A pesquisa avalia o que as nações fazem para lidar com os riscos enfrentados pela população feminina no dia a dia e inclui tópicos como assistência médica, acesso a recursos econômicos, costumes locais, violência sexual e não-sexual e tráfico humano





















