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Árabes e israelenses têm total interesse no fim do regime iraniano, diz analista internacional

Segundo Igor Lucena, fragilidade da estrutura de poder no Irã une dois países rivais

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Casa Branca considera ataques aéreos ao Irã, mas prioriza a diplomacia por enquanto.
  • Especialista Igor Lucena acredita que a situação entre EUA e Irã pode ser resolvida diplomáticamente devido à fragilidade do regime iraniano.
  • Inflação alta e desvalorização do rial iraniano agravam a crise econômica e geram apelos por mudança de regime.
  • Rivais históricos, como Arábia Saudita e Israel, demonstram interesse em um fim para o regime iraniano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Casa Branca afirmou que Donald Trump ainda considera realizar ataques aéreos contra o Irã. A porta-voz do governo declarou que Trump não tem medo de um ataque militar ao Irã, mas que, por enquanto, está priorizando a diplomacia. O chanceler iraniano afirmou que o país não busca guerra, mas está totalmente preparado para ela.

O economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena diz, em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (13), que é ainda é possível resolver essa situação com um processo diplomático. Ele observa, porém, que Ali Khamenei não tem mais condições de governar. “Desde os ataques americanos e israelenses, nós assistimos que uma parte do regime mostrou uma incapacidade de manter o controle dentro das principais cidades. E isso se agravou ainda mais quando a comunidade internacional sentiu que, de fato, os iranianos estavam por trás de todo o apoio a grupos terroristas, como o Hamas e o Hezbollah”, analisa.


O economista destaca o aumento da inflação e a maxidesvalorização do rial, a moeda iraniana: “Isso coloca toda uma economia em frangalhos, em uma situação mais difícil. As chamadas guildas comerciais agora pedem uma mudança de regime. E o que a sociedade analisa é que não é possível manter o regime dessa maneira, não há solução para uma melhora na qualidade de vida”.

Em comparação com a captura que os EUA fizeram de Nicolás Maduro, o especialista diz que seria difícil Ali Khamenei ser capturado vivo por conta de sua forte defesa militar. Ele acredita ainda que um eventual ataque não viria diretamente dos Estados Unidos, mas de outros dois países da região: Arábia Saudita ou Israel.


“A fragilidade hoje do Irã une dois países que historicamente não têm laços e são muitas vezes até rivais, que são árabes da Arábia Saudita e israelenses em Israel. Os dois hoje têm o total interesse no fim do regime iraniano”, disse Lucena.

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