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Argentina celebra primeiro concurso Miss América Latina Trans

Representantes de oito países latinos concorrerão à coroa

Internacional|Do R7

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Representantes de Equador, Chile, Colômbia, Peru, Panamá, Bolívia e República Dominicana participarão do concurso
Representantes de Equador, Chile, Colômbia, Peru, Panamá, Bolívia e República Dominicana participarão do concurso

Transexuais de oito países da América Latina desfilarão na noite desta quarta-feira (20) de maiô, vestido de gala e traje típico para buscarem a coroa pela primeira vez como Miss América Latina Trans na cidade argentina de La Plata, assinalaram hoje os organizadores.

As participantes são argentinas e imigrantes residentes no país vindas do Equador, Chile, Colômbia, Peru, Panamá, Bolívia e República Dominicana.


No entanto, ao contrário dos concursos de beleza tradicionais, a ganhadora não será a mais bonita, mas "a que melhor defenda os direitos humanos e os promova", explicou Claudia Vásquez Haro, presidente da associação Otrans, que organiza o concurso.

— Queremos nos apropriar de um evento de beleza não para reforçar a estética hegemônica de 90-60-90 [peito-cintura-quadril], mas para pôr em discussão que é nosso corpo e ocupar o espaço público e político para reivindicar os direitos do coletivo LGTBI [lésbicas, gays, trans bissexuais e intersex].


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As participantes deverão responder a perguntas vinculadas aos direitos humanos, como seus direitos como pessoas trans, conquistas conseguidas, direitos que ainda são impedidos ou o lugar que ocupa para elas a memória, acrescentou a presidente da Otrans, também professora e pesquisadora da Universidade Nacional de La Plata.

Além de Miss América Latina Trans, as participantes concorrem a outros quatro prêmios: Miss Integração, Miss Simpatia, Miss Fotogenia e Miss traje típico.


"Com o traje típico queremos mostrar que além da identidade trans existe também a identidade cultural, de onde vem cada uma", detalhou Vásquez Haro,do Peru.

A ideia do concurso foi crescendo paulatinamente, já que em um primeiro momento "se pretendia realizar um exercício para aumentar a visibilidade da comunidade, escolher a mais bela, mas depois fomos mudando o foco", explicou a ativista e docente.

Para essa ruptura de estereótipos, também teve um papel decisivo na eleição do local para a realização do concurso, um teatro bar em La Plata, 60 km ao sul de Buenos Aires.

— O Teatro Bar de La Plata é um lugar tradicional onde acontecem shows, onde as pessoas não está acostumada a ver a estas meninas, já que a maioria trabalha nas ruas, em cima de um palco se mostrando.

O júri, composto por personalidades políticas, acadêmicas e artísticas, incluirá as legisladoras Diana Conti e María Rachid, a pesquisadora Silvia Delfino e a política Florença Saintout, entre outras personalidades.

— Miss América Latina Trans faz parte de um processo histórico onde o coletivo de transexuais, travestis, gays e lésbicas na Argentina avançou na ampliação de seus direitos e na construção de cidadania, como a Lei de Identidade de Gênero e a Lei de Casamento Igualitário.

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