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Argentina fecha segundo turno com menor participação de eleitores em décadas

Buenos Aires, 19 nov (EFE) - À espera da apuração definitiva, que será anunciada na próxima semana, a Argentina teve neste domingo,...

Internacional|Do R7

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A pior marca de comparecimento às urnas na Argentina é a de 2007, quando 76,20% dos eleitores participaram do pleito que elegeu a peronista Cristina Kirchner pela primeira vez
A pior marca de comparecimento às urnas na Argentina é a de 2007, quando 76,20% dos eleitores participaram do pleito que elegeu a peronista Cristina Kirchner pela primeira vez

A Argentina teve neste domingo (19), no segundo turno das eleições presidenciais, o menor percentual de comparecimento de eleitores às urnas nos 40 anos desde o retorno à democracia, em 1983.

De acordo com a Câmara Nacional Eleitoral (CNE), 76% dos 35,8 milhões de argentinos aptos a votar nesse pleito exerceram o direito para escolher entre o candidato do partido governista e peronista, Sergio Massa, e o líder da frente ultraliberal La Libertad Avanza, Javier Milei.


Minutos depois, em uma entrevista coletiva, o secretário da Presidência, Julio Vitobello, também citou o número de 76%, embora tenha lembrado que ainda há cidadãos dentro das seções eleitorais. Ele acredita que "esse número aumentará".

Se esse dado for confirmado na apuração definitiva, que é a única legalmente válida e que será concluída na próxima semana, será o menor comparecimento de eleitores desde o retorno do país à democracia após a última ditadura militar (1976-1983).


A pior marca até hoje é a de 2007, quando 76,20% dos eleitores participaram do pleito que elegeu a peronista Cristina Kirchner pela primeira vez.

Já no primeiro turno deste ano, em outubro, o comparecimento às urnas foi de 77,04%, de acordo com a contagem final.


Os argentinos participaram apenas pela segunda vez na história de um segundo turno. A primeira ocasião aconteceu em 2015, quando Mauricio Macri, de centro-direita, venceu o peronista Daniel Scioli.

Em 2003, os peronistas Carlos Menem e Néstor Kirchner iriam disputar um segundo turno, pois nenhum deles obteve uma porcentagem suficiente para vencer no primeiro turno (45% no total pelo menos 40%, desde que com 10 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado).


No entanto, Menem, que foi presidente de 1989 a 1999, desistiu da disputa em meio a uma crise política, e Kirchner, que até então era governador da província de Santa Cruz, foi proclamado presidente para o período de 2003 a 2007.

Javier Milei e Sergio Massa cumprimentam apoiadores após votar

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