Armamento nuclear americano está atrasado em relação à Rússia por culpa de Obama, diz analista
Acordo de congelamento nuclear entre EUA e Rússia expira em uma semana, para preocupação mundial
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Estaríamos à beira da maior corrida armamentista nuclear desde a Guerra Fria? Caso os Estados Unidos e a Rússia não renovem o tratado New Start, que expira semana que vem, a resposta pode ser que sim. O acordo foi criado em 2010 para impor limites na quantidade de ogivas existentes em ambas as potências, entretanto nenhum dos líderes atuais demonstrou interesse em renová-lo. Trump inclusive afirmou que “se o acordo expirar, ele expira”.
Já Putin propôs que os dois lados mantenham os limites atuais para mísseis e ogivas por mais um ano, para poder definir melhor os próximos passos.
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Políticos americanos argumentavam que Trump deveria rejeitar a oferta de Putin, permitindo que o Washington expanda o arsenal para compensar o rápido desenvolvimento nuclear da China, que teria em torno de 600 ogivas nucleares, segundo o especialista em segurança e estratégia internacional, Ricardo Cabral, entrevistado pelo Conexão Record News desta sexta (21).
“Os Estados Unidos têm um pouco mais de 5.000 e a Rússia tem quase 6.000. Especulou-se que uma das propostas dos russos seria incluir arsenais do Reino Unido e França para fazer um verdadeiro controle, mas eles desmentiram”, avalia Cabral sobre o poderio dos países. Na análise do entrevistado, não só a Rússia está na vantagem numérica como também possui uma eficiência tecnológica superior, com o uso dos modelos Oreshnik, Burevestnik e o torpedo Poseidon.

O especialista revela que Washington já deveria estar à altura das armas de Moscou, mas ocorreu uma mudança de planos: “Já estava programado que após o governo Bush — 2001 a 2009 —, ocorreria um programa de 30 anos para a atualização do sistema nuclear norte-americano, com novas bombas e novos mísseis [...]. O governo Obama atrasou todo esse processo”.
A falta de posicionamento vinda de Trump, na análise de Cabral, faria parte de um plano para compensar o atraso. “Então, a vantagem que os russos adquiriram praticamente força os americanos a não aceitar um congelamento de armas, mas incluir essas novas armas num novo tratado. E aí é que está a dificuldade, porque os russos não vão aceitar, pois eles se sentem ameaçados na Europa e utilizam essas armas para dissuadir e ameaçar inimigos”.
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