Armas de fogo causaram 38 mil mortes nos EUA em 2019, diz ONG
Levantamento da ONG Gun Violence Archive mostra que número de homicídio, assassinato, tiroteio intencional e uso defensivo superou o de 2018
Internacional|Da EFE

Mais de 38 mil pessoas morreram nos Estados Unidos baleadas por armas de fogo em 2019, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pela ONG Gun Violence Archive.
O grupo, que documenta os incidentes com armas de fogo em todo o país, informou que pelo menos 38.730 pessoas foram mortas a tiros, sendo 14.970 em casos de homicídio, assassinato, tiroteio intencional e uso defensivo, superando por pouco os 14.789 casos registrados em 2018.
Além disso houve 23.760 mortes por suicídio com este tipo de arma em 2019, segundo a ONG, que não revelou o número registrado no ano passado.
Mais de 400 tiroteios
Até a véspera de Natal, 207 crianças menores de 11 anos haviam sido mortas e 473 feridas por armas de fogo, além de 762 adolescentes entre 12 e 17 anos que morreram e 2.253 que foram feridos.
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A ONG também divulgou que houve 409 tiroteios em massa (casos com pelo menos quatro pessoas feridas) e 30 matanças (ao menos quatro mortes) nos EUA em 2019.
O relatório da GVA mostra que as regiões com mais mortes por armas de fogo neste ano foram Louisiana, Mississippi, norte da Flórida, Alabama, Geórgia e Carolina do Sul.
Mais armas que gente nos EUA
Estima-se que nos Estados Unidos, um país com 327,1 milhões de pessoas, existam entre 200 milhões e 350 milhões de armas de fogo em posse dos cidadãos, mas os números são vagos, porque não há censo nacional, documentação federal ou estudos de saúde pública sobre essas armas.
A facilidade de adquirir praticamente qualquer tipo de arma de fogo e as diferentes leis estatais que permitem o porte visível ou oculto é um dos assuntos mais controversos no país, além de ser um tema frequente nos debates dos políticos sempre que se aproxima uma eleição.












