Artista pendura obra feita por IA em museu e confunde visitantes; confira
Imagem faz parte das intervenções de Elias Marrow e mostra um menino com uniforme escolar segurando um prato de comida vazio
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um artista conseguiu pendurar discretamente uma imagem gerada por inteligência artificial no Museu Nacional de Cardiff, no Reino Unido. A impressão, que ganhou o nome de Prato Vazio, mostra um menino vestindo uniforme escolar e segurando um prato de comida.
Diversos visitantes viram a imagem antes que os funcionários percebessem e a retirassem da galeria. “Prato Vazio no lugar. Despercebido em seu peso e alcance. Isso não é arte, é um símbolo do poder do momento”, escreveu Elias Marrow nas redes sociais.
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O quadro faz parte das intervenções do artista, que já expôs outras obras sem autorização em grandes museus da Europa. Ele define o próprio trabalho como “peças provocativas que desafiam colecionadores, galerias e o público a repensarem o que é arte e quanto ela vale”.
Para criar a ilustração por inteligência artificial, Marrow misturou um desenho feito à mão com os retoques da tecnologia. “Impressão digital em papel, moldura personalizada. Edição limitada e assinada. Em empréstimo pelo artista, 2025″, dizia a placa ao lado da imagem.
No próprio site, Marrow não divulga informações pessoais, como onde mora, mas se descreve como um artista conceitual, nascido em 1986. Ele explica que suas obras são perguntas feitas tarde demais, como uma tentativa de impor ordem ao caos.
“Rejeita técnicas tradicionais, usa o que estiver por perto. Tolera tinta, mas prefere fita adesiva. Transforma objetos esquecidos em matéria de provocação. Desconfia de galerias, colecionadores e molduras. Nunca compareceu a uma vernissage; aparece apenas no fim, quando é hora de retirar sua própria obra. Rejeita o conformismo, abraça o invisível e se move nas sombras da arte em seu estágio final. Nascido em 1986, o artista conceitual questiona a permanência, a autoria e o mito de que o significado é algo que pode ser possuído. Seu trabalho ocupa o espaço entre o absurdo e o autoritário, usando materiais simples para resistir à interpretação — e, ao mesmo tempo, provocá-la.“, diz o site.
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