Internacional Associação Nacional de Rifles realiza convenção no Texas após massacre que matou 21 pessoas

Associação Nacional de Rifles realiza convenção no Texas após massacre que matou 21 pessoas

Fabricante da arma usada em ataque contra alunos e professoras na cidade de Uvalde anunciou que não participará do evento

AFP
Associação Nacional de Rifles realiza convenção anual em Houston, no Texas

Associação Nacional de Rifles realiza convenção anual em Houston, no Texas

AARON M. SPRECHER/EFE

A Associação Nacional de Rifles (NRA) dos Estados Unidos realiza nesta sexta-feira (27) sua convenção anual no Texas, dias depois que um adolescente matou 19 crianças e duas professoras na escola primária de Robb, em Uvalde. A tragédia abalou o município de 16.000 habitantes que fica entre a cidade de San Antonio e a fronteira com o México, predominantemente latino.

O encontro da NRA acontecerá em Houston, a 450 quilômetros do local onde Salvador Ramos, de 18 anos, usou um fuzil de assalto para realizar o pior massacre em uma década nos EUA. Na terça-feira (24), dia do ataque, o governador do Texas, Greg Abbott, confirmou que o assassino estava armado com um AR-15.

A empresa Daniel Defense, fabricante do armamento usado no ataque contra alunos e professoras da escola no Texas, anunciou que não irá à convenção anual da NRA.

Donald Trump confirmou na quarta que estará presente na convenção da NRA. Os Estados Unidos "precisam de soluções reais e uma liderança real neste momento, não política e considerações partidárias", comentou o ex-presidente americano.

Em comunicado em seu site, a NRA declarou que o massacre de Uvalde foi "o ato de um criminoso solitário e transtornado". 

A mãe do atirador, Adriana Reyes, disse à ABC que seu filho não era "um monstro", mas que às vezes podia "ser agressivo".

A Casa Branca anunciou que o presidente Joe Biden e sua esposa, Jill, viajarão no domingo (29) para Uvalde para "acompanhar o luto da comunidade".

O movimento Marcha por Nossas Vidas, criado após o ataque a tiros em Parkland em 2018, convocou uma grande manifestação para 11 de junho em Washington para pedir regulações mais restritas para as armas.

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