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Astrônomos captam sinal misterioso de ‘mega-laser’ de fonte desconhecida no espaço

Fenômeno é o mais distante já detectado pelo radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um sinal de “mega-laser” foi detectado a mais de 8 bilhões de anos-luz de distância.
  • Trata-se de um megamaser de hidroxila, um tipo de laser natural gerado por colisões entre galáxias ricas em gás.
  • O sinal é tão potente que é considerado um “gigamaser” e possui quatro componentes distintos.
  • O fenômeno é amplificado por uma lente gravitacional, criando um halo luminoso e facilitando sua detecção por telescópios.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Feixe de “mega-laser” foi detectado em galáxia a mais de 8 bilhões de anos-luz Reprodução/W.M. Keck Observatory

Um sinal, descrito como um feixe de “mega-laser”, foi detectado vindo de uma galáxia localizada a mais de 8 bilhões de anos-luz de distância.

O fenômeno é considerado um megamaser de hidroxila, um tipo de laser natural no espaço. Ele é o mais distante já detectado pelo radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul.


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Segundo pesquisadores da Universidade de Pretólia, o fenômeno é explicado pela colisão entre galáxias ricas em gás. Quando esses sistemas se chocam, moléculas conhecidas como hidroxila interagem e passam a emitir ondas de rádio intensas.

Essas ondas atuam de forma semelhante a um laser, mas, em vez de emitirem luz visível, geram sinais de rádio que podem ser captados por telescópios, podendo ser observados a grandes distâncias.


No mais recente registro, o objeto é tão poderoso que os cientistas o encaram como um “gigamaser”, ainda mais forte do que um megamaser.

“Este sistema é verdadeiramente extraordinário. Estamos vendo o rádio equivalente a um laser no meio do universo”, afirma Thato Manamela, um dos autores do estudo.


Ainda segundo Manamela, as ondas de rádio também foram amplificadas por um efeito raro chamado lente gravitacional, que ocorre quando uma galáxia fica entre a Terra e uma fonte distante.

O fenômeno já foi descrito por Albert Einstein. Nele, a intensa força gravitacional é capaz de curvar o espaço-tempo, alterando a trajetória das ondas de luz ou de rádio que passam por essa região. Como resultado, um sinal distante pode parecer mais brilhante e ampliado, o que permite sua detecção por telescópios.


Quando visto da Terra, o sinal pode formar um halo luminoso em formato de anel ao redor do objeto que está em primeiro plano. Além disso, esse mesmo efeito também é capaz de intensificar a fonte distante, como os próprios sinais de rádio, que, em condições normais, seriam fracos para serem observados.

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