Atentado com carro-bomba mata 11 pessoas no Afeganistão
Internacional|Do R7
Cabul, 16 nov (EFE).- Pelo menos 11 pessoas morreram neste sábado, entre elas 10 civis e um soldado, e oito ficaram feridas na explosão de um carro-bomba perto do edifício onde na próxima semana acontecerá a Loya Jirga (Grande Assembleia) em Cabul, informou à Agência Efe uma fonte oficial. O atentado ocorreu às 15h locais (8h30 de Brasília) em uma área na qual também se encontram a Academia de Polícia e a Universidade de Educação, quando o carro-bomba explodiu perto de um veículo do exército afegão. "Dez civis morreram no atentado de hoje, entre eles vários estudantes universitários e vendedores de lojas. Além disso, outros cinco ficaram feridos", disse o porta-voz da polícia de Cabul, Hashmat Stanikzai. Por sua parte, o Ministério da Defesa informou em comunicado que um soldado morreu na explosão e outros três ficaram feridos. A Loya Jirga acontecerá na próxima semana na capital afegã e o principal assunto que se debaterá é a presença de tropas americanas no país asiático após a retirada internacional no final de 2014. A explosão aconteceu horas depois que o presidente de afegão, Hamid Karzai, anunciou a finalização da minuta do acordo após longas negociações entre Estados Unidos e Afeganistão. Karzai acrescentou, no entanto, que se mantêm desacordos em alguns pontos do documento. O presidente afegão reiterou em várias ocasiões que o principal empecilho para fechar o pacto é a imunidade das tropas dos EUA. A Loya Jirga é um encontro tradicional de anciãos no qual participarão três mil líderes locais e sem cujo apoio é difícil que o Parlamento aprove o acordo com os Estados Unidos. No acordo bilateral de segurança, os Estados Unidos planificam deixar no Afeganistão entre cinco mil e dez mil soldados que darão instrução e assessoria às forças de segurança afegãs depois da retirada dos milhares de soldados de combate que lá permanecem. O conflito afegão se encontra em um dos momentos mais sangrentos desde a intervenção liderada pelos EUA que propiciou a queda do regime fundamentalista talibã há quase 12 anos, enquanto o país se prepara agora para as eleições do próximo mês de abril. EFE fwp-jlr/rsd












