Aumento no preço do petróleo e dos combustíveis ‘afeta as cadeias globais’, diz especialista
Países asiáticos buscam alternativas para evitar crise de abastecimento em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A alta nas cotações de combustíveis, gerada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela restrição imposta pelo Irã para a passagem de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, levou governos asiáticos a adotarem medidas emergenciais para evitarem uma crise de abastecimento.
Nas Filipinas, a população precisou se reorganizar frente às mudanças anunciadas pelo governo local sobre a diminuição de horas semanais trabalhadas. Os cidadãos do país terão apenas quatro dias de ofício, a fim de reduzir o consumo de energia entre 10% e 20%, já que boa parte da eletricidade local é gerada com o auxílio das usinas termoelétricas a diesel.

Além disso, devido à oscilação de até R$ 520,16 do petróleo e ao aumento no preço de combustíveis, o governo filipino ofereceu aos moradores um auxílio equivalente a R$ 450,00.
Em contrapartida, a Índia conseguiu liberar a passagem de uma embarcação pelo Estreito de Ormuz carregada com 92 mil toneladas de gás liquefeito, enquanto a China apelou diplomaticamente em prol da economia global, ao solicitar o encerramento das operações militares no Oriente Médio.
Japão e Coreia do Sul mantêm uma posição de cautela em relação a um possível envolvimento militar no conflito, já que, apesar de os governos asiáticos terem suas reservas, o impacto da alta do petróleo pode impactá-los negativamente em algum momento.
“O nafta [derivado líquido do petróleo] aumentou mais de 60%. Então, aqui a gente está falando de derivados em geral do petróleo, antes nós falávamos dos fertilizantes. Veja como isso afeta as cadeias globais. Isso afeta as cadeias globais. Ainda tem um agravante, porque na quinta-feira (19) vai ter uma audiência da Sanae Takaichi [primeira-ministra do Japão] com o Trump, e ele vai publicamente exigir a participação do Japão”, explicou o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, em entrevista ao Conexão Record News.
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