Internacional 'Baguete' francesa é declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade

'Baguete' francesa é declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade

Mais do que o próprio produto, Unesco premia com essa distinção a forma de preparar, amassar e assar o pão

AFP

Resumindo a Notícia

  • A 'baguete' é um produto relativamente recente: surgiu em Paris no início do século 20
  • Todos os anos, cerca de 6 bilhões de 'baguetes' são vendidas
  • Diretora-geral da Unesco disse que a inscrição 'celebra toda uma cultura'
  • Prêmio é um reconhecimento às padarias tradicionais, que vêm fechando na França
Torcedores franceses seguram baguetes antes de uma partida de Rugby, no País de Gales

Torcedores franceses seguram baguetes antes de uma partida de Rugby, no País de Gales

Gabriel Bouys/AFP - 11.10.2015

A "baguete" francesa, um dos símbolos culinários e sociais da França, foi inscrita nesta quarta-feira (30) na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco.

Com uma crosta crocante e miolo fofo, a "baguete" é um produto relativamente recente: surgiu em Paris no início do século 20. Atualmente é o pão mais consumido em toda a França.

Todos os anos, cerca de 6 bilhões de "baguetes" são vendidas, o que significa que quase 12 milhões de consumidores compram o produto todos os dias. Cada baguete pesa aproximadamente 250 gramas.

Mais do que o próprio produto, a Unesco premia com esta distinção o "savoir-faire", a forma particular de preparar, amassar e assar este pão que sofreu, como tantos outros sucessos da culinária francesa, os abusos da industrialização.

Esta inscrição "celebra também toda uma cultura: um ritual cotidiano, um elemento que estrutura as refeições, um sinônimo de troca e convivência", reagiu a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.

"É um reconhecimento para a comunidade de padeiros e confeiteiros", explicou Dominique Anract, presidente da Confederação Francesa que reúne esses "artesãos" da farinha e do fermento.

O prêmio é um reconhecimento às padarias tradicionais, que vêm fechando na França, principalmente no interior.

Em 1970 havia cerca de 55 mil padarias artesanais (uma para cada 790 habitantes) e hoje há 35 mil (uma para cada 2.000 habitantes), segundo dados do Ministério da Cultura.

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