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Biden diz que 'epidemia de armas' nos EUA precisa parar

Presidente norte-americano defende maior controle na venda, especialmente os kits das chamadas 'armas fantasma'

Internacional|Do R7

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Biden quer combater o que chamou de 'epidemia de violência armada' nos EUA
Biden quer combater o que chamou de 'epidemia de violência armada' nos EUA

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (8), algumas medidas para tentar controlar o que ele chamou de uma "epidemia de violência armada" no país, que registrou pelo menos quatro grandes tiroteios em massa apenas no último mês de março.

Leia também: Biden pede proibição de fuzis de assalto para cidadãos nos EUA


Em um pronunciamento na Casa Branca, ele afirmou que "muito ainda precisa ser feito" e pressionou o Congresso a tomar medidas mais agressivas para ampliar o controle da venda de armas, como melhorar a chegarem de antecedentes no momento da compra, proibir a venda de armas de assalto e retirar proteções que os fabricantes de armas têm contra processos judiciais.

"Temos muito trabalho ainda, sempre parece que falta muito trabalho", disse Biden, que tem poderes limitados para lidar com a questão sem precisar passar pelo Congresso. "A violência armada neste país é epidêmica, e é uma vergonha internacional".


"Hoje estamos adotando medidas para confrontar não somente a crise das armas, mas o que é de fato uma crise de saúde pública", disse Biden, em discurso a uma plateia repleta de familiares de vítimas da violência armada. Ele lembrou outro massacre a tiros na Carolina do Sul nesta semana.

'Armas fantasma' estão na mira

Biden afirmou também que o Departamento de Justiça vai propor uma regulamentação para frear a venda das chamadas 'armas fantasma', que são kits vendidos muitas vezes pela internet, em que o comprador recebe todos os componentes para montar uma arma em casa, sem nenhum número de série ou possibilidade de rastreio.


A ideia do governo — que acredita que muitos desses kits têm sido comprados por criminosos e grupos de extrema-direita, especialmente em Estados onde existe um controle maior do porte de armas, como a Califórnia — é que as peças recebam números de série e o conjunto seja considerado legalmente uma arma, o que obrigaria os vendedores a checar os antecedentes de quem compra.

"Quero que esses kits sejam tratados como armas de fogo e submetidos à legislação de controle de armas", ressaltou Biden.

O presidente também destacou que, com peças encontradas livremente no mercado, é possível transformar uma pistola em um tipo de fuzil e que, por isso, os kits deveriam ser regulamentados pelas leis de armas. O atirador que matou 8 pessoas em um supermercado em Boulder, no Colorado, no mês passado usou uma pistola com um suporte de braço que a tornava mais estável e precisa.

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