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Internacional Blair se defende de críticas após receber título de cavaleiro britânico

Blair se defende de críticas após receber título de cavaleiro britânico

Ex-primeiro ministro é acusado por parte da população de promover crimes de guerra durante conflito no Iraque

AFP
Tony Blair comandou o Reino Unido entre os anos de 1997 e 2007

Tony Blair comandou o Reino Unido entre os anos de 1997 e 2007

Keld Navntoft/EFE/22-06-2018

Nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth 2ª, o ex-primeiro-ministro Tony Blair reagiu no domingo (16) aos críticos que se opõem à distinção por causa da conduta do político durante a intervenção militar britânica no Iraque.

Um reformador dedicado, carismático e enérgico, o agora sir Tony Blair, de 68 anos, foi um dos primeiros-ministros mais populares da Grã-Bretanha, a ponto de ser reeleito três vezes. Mas o currículo e a reputação do cavaleiro foram irreparavelmente danificados após a decisão de envolver o país na guerra do Iraque em 2003.

Mais de 1,1 milhão de pessoas assinaram uma petição online exigindo a anulação dessa condecoração, anunciada quando a lista de enobrecidos pela rainha foi publicada no Ano-Novo, acusando-o de ser responsável por "crimes de guerra". Elizabeth 2ª o nomeou "Oficial Cavaleiro da Mais Nobre Ordem da Jarreteira", a mais antiga ordem de cavalaria.

Reagindo à polêmica que o ato causou, o ex-chefe de governo (1997-2007) afirmou que aceitava a homenagem "não para mim como pessoa", mas também para aqueles que foram seus colaboradores "fiéis e empenhados", que contribuíram "em muitas mudanças no país".

"É claro que as pessoas iriam se opor fortemente a isso. Era algo esperado", disse ele à rádio Times, enfatizando que muitas pessoas se lembram "apenas [da Guerra] do Iraque e não do resto".

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