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Bloqueio da ilha de Kharg pelos EUA pode ‘acelerar queda do regime’ no Irã, diz professor

Estados Unidos avaliam ação para pressionar país inimigo a reabrir estreito de Ormuz

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA consideram bloquear a ilha iraniana de Kharg para pressionar o Irã a reabrir o estreito de Ormuz.
  • A ilha é vital para a economia iraniana, responsável por 90% das exportações de petróleo do país.
  • O professor Paulo Velasco sugere que uma operação na ilha poderia acelerar a queda do regime iraniano.
  • Os EUA aumentaram sua presença militar na região enviando navios de guerra e fuzileiros navais ao Oriente Médio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump avalia a possibilidade de ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg como uma estratégia para forçar o Irã a reabrir o estreito de Ormuz. Segundo informações do jornal Axios, ainda não há decisão final sobre a medida. A ilha é crucial para a economia do país por ser responsável por 90% das exportações petrolíferas.

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (20), Paulo Velasco, professor de política internacional da UERJ, comenta que esta operação poderia exigir um mês e envolveria enfraquecer as forças navais iranianas no golfo Pérsico.


Estrutura industrial marítima se estende sobre o mar, equipada com tubulações, guindastes e torres de iluminação. Vários trabalhadores com equipamentos de segurança circulam pela plataforma.
Objetivo seria usar a ameaça como uma forma de barganha contra Teerã Reprodução/Record News

“Essa ilha talvez seja a mais importante, a mais estratégica, porque tem o peso da questão petrolífera, cerca de 90% do petróleo exportado pelo Irã a partir da ilha de Kharg. Ela tem um peso fundamental para a economia iraniana [...] Então tem um papel-chave na economia iraniana. Aí sim, de fato, se lançasse uma ofensiva mais contundente contra a ilha, buscando destruir, por exemplo, a infraestrutura energética, causaria prejuízos inestimáveis para a economia persa, o que aí poderia eventualmente acelerar uma queda do regime”, explica.

Segundo ele, o objetivo seria usar essa ameaça como uma forma de barganha contra Teerã sem necessariamente destruir a infraestrutura energética devido aos possíveis impactos globais nos preços do petróleo. “Não é nenhuma estratégia fácil de ser efetivada, mas as pessoas entendem que isso pode ser um caminho importante para dobrar ou para convencer o regime iraniano a recuar no bloqueio ao estreito de Ormuz”, completa.


Na tarde de sexta, os Estados Unidos também enviaram três navios de guerra adicionais e cerca de 2.500 fuzileiros navais ao Oriente Médio em resposta à situação tensa na região. Essa movimentação pretende reforçar a presença militar americana perto do estreito e preparar ações terrestres, caso seja necessário.

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