Bomba lançada pelos EUA no Afeganistão custa R$ 50 milhões
“Mãe de todas as bombas” foi usada contra cavernas usadas pelo Estado Islâmico
Internacional|Do R7, com agências internacionais

A bomba GBU-43, a maior bomba não nuclear já usada pelos EUA em combate, que atingiu o Afeganistão nesta quinta-feira (13) tem o valor estimado em R$ 50 milhões (US$ 16 milhões), segundo o jornal New York Times.
Também conhecida como a “mãe de todas as bombas”, a GBU-43 foi lançada contra diversas cavernas usadas por militantes do Estado Islâmico, informaram forças militares norte-americanas.
Nesta sexta-feira (14), o principal comandante militar dos EUA no Afeganistão, o general John W. Nicholson, disse que a decisão de usar uma das maiores bombas convencionais já empregadas em combate foi puramente tática e parte de uma campanha contra combatentes ligados ao Estado Islâmico.
Até 36 possíveis militantes do Estado Islâmico foram mortos pelo ataque da noite de quinta-feira, disseram autoridades de defesa do Afeganistão, acrescentando não ter havido baixas civis.
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O ataque ocorreu no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, envia sua primeira delegação de alto nível a Cabul e em meio à incerteza sobre seus planos para os cerca de 9.000 soldados norte-americanos baseados no Afeganistão.
Apelidada de "a mãe de todas as bombas", a arma foi lançada por uma aeronave MC-130 no distrito de Achin, da província de Nangarhar, situada no leste do país e na fronteira com o Paquistão.
Nicholson disse estar em comunicação constante com autoridades de Washington, mas a decisão de lançar a bomba GBU-43 de 9.797 quilos foi baseada em sua avaliação das necessidades militares, e não em considerações políticas mais abrangentes.
"Esta foi a primeira vez em que encontramos um obstáculo amplo para nosso progresso", disse ele a respeito de uma operação conjunta entre o Afeganistão e os EUA que tinha como alvo o Estado Islâmico desde março.
— Era a hora certa de usá-la taticamente contra o alvo certo no campo de batalha.












