Bombardeiros no oeste do Iraque deixam 69 mortos
Internacional|Do R7
Bagdá, 24 jun (EFE).- Pelo menos 69 pessoas morreram e outras 144 ficaram feridas nesta terça-feira em bombardeios aéreos contra as zonas de Al Rahba e Al-Qa'im, na província de Al-Anbar, no oeste do Iraque, informaram à Agência Efe fontes de segurança do local. A autoria das ações ainda não foi dita oficialmente, mas segundo uma fonte de segurança de Ramadi, os ataques foram supostamente provocados por caças sírios. No entanto, a televisão oficial "Al Iraqiya" informou que aviões não tripulados (drones) americanos bombardearam posições do grupo extremista Estado Islâmico do Iraque e o do Levante (EIIL) em Al-Qa'im, sem dar mais detalhes. Apesar de o governo iraquiano ter pedido aos Estados Unidos para fazer ataques aéreos contra os insurgentes, Washington disse publicamente que ainda continua considerando a opção e se limitou a enviar 300 assessores militares para ajudar o exército iraquiano. Segundo fontes policiais, 50 pessoas, entre elas mulheres e menores, morreram e 122 sofreram ferimentos em um bombardeio contra um posto de gasolina em Al Rahba. Os ataques também causaram incêndios em armazéns de gasolina e edifícios próximos, entre eles a prefeitura da cidade. Em Al-Qa'im, junto à fronteira com a Síria, um ataque similar contra um mercado popular deixou 19 mortos e 22 feridos, além de grandes danos materiais. O posto de fronteira e a cidade de Al-Qa'im, assim como as povoações vizinhas de Raua e Aana, foram tomadas nos últimos dias por insurgentes sunitas, dentro da ofensiva contra o governo do xiita Nouri al-Maliki. A província de Al-Anbar é reduto do EIIL e palco de uma ofensiva do exército iraquiano que, desde janeiro, bombardeia distintas regiões, principalmente suas duas principais cidades, Ramadi e Falluja. Desde de 10 de junho, quando tomaram Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, os insurgentes controlam várias partes do país e se enfrentaram com forças governamentais. O exército sírio também combate em seu país os jihadistase do EIIL, que têm seu principal bastião em território sírio na província de Raqqah, no norte. EFE ah-ms-bds/cdr











