Brasileira que vive no Líbano fala sobre medo dos ataques ao país: ‘Treme o chão’
Com familiares em MG, Léa Cherbechi pede esforço do governo brasileiro para repatriação de cidadãos que vivem no Oriente Médio
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Filha de uma brasileira com um libanês, Léa Cherbechi vive no Líbano desde 2008. Dois anos antes, em 2006, ela embarcou em um avião da Força Aérea Brasileira que repatriava cidadãos da guerra no país. De volta ao Oriente Médio com a esperança de dias melhores, ela se viu diante de um novo conflito.
Em entrevista ao Hora News de quinta-feira (5), Léa fez um apelo para que o governo do Brasil aja em prol dos cidadãos que moram no Líbano — de acordo com as estimativas do Itamaraty, são cerca de 22 mil brasileiros vivendo sob a ameaça dos bombardeios israelenses.

“Eu quero pedir, em nome de todos os brasileiros aqui no Líbano, para o presidente Lula mandar os aviões da FAB. Porque a situação não está legal, está só piorando”, afirma. Sob o argumento de combate ao grupo terrorista Hezbollah, Israel tem feito operações militares em território libanês desde segunda-feira (2).
No mesmo dia, os terroristas aliados ao Irã tiveram suas atividades proibidas por Beirute, após ataques contra Tel Aviv arrastarem o país para o conflito que se espalha pela região. “O líder do Hezbollah estava vivo ainda. Agora Israel está querendo acabar com eles todos, essa é a orientação. Então, está bem pior. Ele falou que não vai parar antes de acabar com eles todos.”
Com a ordem de Israel para que os subúrbios do sul da capital sejam evacuados, as ruas de Beirute têm uma quinta-feira (5) agitada. “Às 3 horas da tarde, vieram avisos para saírem da cidade de Dahieh, porque a cidade inteira vai ser colocada no chão”, relata a mãe de dois filhos. Segundo Léa, já falta combustível e comida.
Sob o barulho das bombas, ela precisa explicar para as crianças, de 9 e 7 anos, o porquê de elas não poderem sair de casa: “Meu filho mais velho me perguntou ‘se Israel jogar bomba no Brasil, quem vence? O Brasil ou Israel?’. Eu conto para eles a verdade, porque não tem como mentir. Eu falo para eles que, se tiver barulho muito forte, para eles não se assustarem porque eu estou perto deles.”
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Diante da oportunidade de voltar ao Brasil, a mulher não pensaria duas vezes. Sua mãe, que mora em Minas Gerais, liga toda hora preocupada com a situação da filha e dos netos. Mas a Embaixada do Brasil no Líbano ainda não fez nenhum tipo de contato, de acordo com ela.
“A gente fica muito estressada, é um barulho inexplicável. Três horas da manhã, eles jogaram sete bombas juntas. Foi um barulho muito forte. E treme o chão também. A gente já acorda superassustada, porque começou de repente”, completa.
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