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Brasileiro em Dubai relata rotina sob alertas de mísseis em meio à tensão entre EUA e Irã

Ofensiva do Irã contra bases americanas deixa civis de prontidão; brasileiro descreve avisos de ataques e ordem de procurar abrigo

Internacional|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • João Aguiar, brasileiro em Dubai, relata que a vida segue relativamente normal apesar dos alertas diários de mísseis.
  • A cidade não é alvo direto do Irã, mas ataques a bases americanas na região geram preocupações.
  • Mais de 4 mil brasileiros conseguiram retornar do Oriente Médio recentemente, segundo o Itamaraty.
  • O conflito EUA-Irã se intensificou após ações militares, incluindo ataques a instalações nucleares iranianas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dubai está entre as cidades atacadas pelo Irã: moradores recebem alertas diários Planet Labs PBC/Handout via Reuters/File Photo

Apesar dos ataques diários em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, João Aguiar*, brasileiro residente da cidade há 12 anos, relata que a vida não mudou tanto desde a escalada da guerra entre os Estados Unidos e Irã. Ao R7, ele afirma ter algumas preocupações, mas pondera que, como o local não é alvo direto dos iranianos, pouco se escutam ou veem explosões.

Por ser uma cidade de regras mais rígidas, João — que teve o nome alterado por questões de segurança — disse evitar entrar em detalhes, embora não apresente crítica ao modo como o conflito vem sendo conduzido pelo governo local.


Ainda assim, relata receber alertas diários do governo sobre possíveis ameaças de mísseis, o que obriga os habitantes a procurar abrigo.

“Mudou muito pouco, Dubai e seus moradores não são alvos. Mísseis e drones têm como alvo as bases militares americanas na região. O que vem atingindo pontos isolados da cidade são estilhaços dos mísseis e drones abatidos. Então, quando os ataques começam, e têm acontecido diariamente, nós recebemos alertas do governo nos recomendando como agir”, conta.


No momento em que Aguiar conversava com a equipe do R7, logo após sair do trabalho, recebeu um alerta. Ele estava dentro do carro e disse “não ter o que fazer”, acrescentando que precisava ir para casa.

Alerta de possível míssil é enviado para os celulares dos habitantes Material cedido/ Arquivo

A escalada do conflito entre os norte-americanos e iranianos colocou os países do Golfo Pérsico no centro dos ataques. Apesar de os Emirados não serem os alvos principais, o Irã justificou as ofensivas pelo fato de a região abrigar bases militares dos EUA.


Até o último dia 12, mais de 4 mil brasileiros já haviam retornado do Oriente Médio em voos partindo de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), e de Doha, no Catar, segundo o Itamaraty.

Início do conflito

No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã, com o objetivo principal de enfraquecer o regime do país. Até o momento, os governos norte-americano e israelense afirmam ter matado ao menos 29 autoridades ligadas à estrutura política iraniana.


Aguiar conta que, no momento do primeiro ataque, estava na casa de amigos quando soube da ofensiva que atingiu Abu Dhabi. Segundo ele, mais tarde o governo local emitiu um comunicado explicando a situação.

“Desde então, diariamente mísseis são lançados na direção dos Emirados. O sistema de defesa antiaérea vem funcionando bem e alertas são enviados quando ataques são iminentes. Esses alertas chegam aos telefones dos residentes e o conteúdo é sempre o mesmo: pedindo pra que evitemos locais abertos e que procuremos abrigo por determinado tempo”.

“Assim que os supostos ataques cessam, eles mandam um outro alerta agradecendo e dizendo pra voltarmos às nossas atividades normais”, completa.

Escalada militar

O conflito entre os EUA e o Irã tomou proporções maiores durante a guerra em Gaza, sob acusação de que o grupo Hamas teria sido financiado por Teerã. No ano passado, Trump retomou a campanha contra o governo iraniano, ao mesmo tempo em que iniciou negociações relacionadas ao programa nuclear do país.

A tensão aumentou ainda mais após a Agência Internacional de Energia Atômica declarar que o Irã estava violando suas obrigações de não proliferação pela primeira vez em 20 anos. Na sequência, o governo abriu um local secreto para enriquecimento de urânio e, no dia seguinte, Israel realizou um ataque à instalação.

Após uma semana de ofensivas aéreas entre Israel e Irã, os Estados Unidos decidiram intervir e atacaram três instalações nucleares iranianas em Fordow, Isfahan e Natanz, em junho de 2025.

Segundo o governo Trump, a ação prejudicou a capacidade de obtenção de urânio enriquecido para fins bélicos, embora a agência nuclear da ONU tenha avaliado que o programa sofreu um atraso de apenas alguns meses.

Diante da falta de consenso nas negociações posteriores, os EUA lançaram novos ataques contra o Irã no último fim de semana, sob a justificativa de ameaça à segurança dos norte-americanos.

Segundo Trump, a ofensiva teve o objetivo de impedir tanto o desenvolvimento nuclear de Teerã quanto um programa de mísseis balísticos que estaria crescendo rapidamente.

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