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Caminhoneiros mantêm bloqueios apesar de proibição da Justiça Federal

Internacional|Do R7

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Brasília, 3 jul (EFE).- Os caminhoneiros mantêm nesta quarta-feira o bloqueio de dezenas de estradas apesar de a justiça ordenar o fim da manifestação, que se somou à onda de protestos por melhores serviços públicos, entre outras pautas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o protesto, que começou na segunda-feira, continuava nesta quarta-feira nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As autoridades disseram que em 30 estradas das regiões os caminhoneiros ainda impediam o trânsito com seus caminhões, alguns atravessando completamente as estradas. A mobilização desafia uma sentença da Justiça Federal no Rio de Janeiro, que nesta terça-feira ordenou encerrar os bloqueios e multar a categoria em R$ 100 mil por cada hora em que o trânsito ficar paralisado. A decisão também implicou em um bloqueio judicial dos bens de Nélio Botelho, presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), o sindicato do setor que começou o protesto, que deverá terminar amanhã. Essa sentença se somou a outras similares ditadas por tribunais regionais nos estados de São Paulo e Minas Gerais, que também foram ignoradas pelos caminhoneiros. Ao convocar a manifestação, o MUBC pediu a seus filiados para aderirem a uma "greve de 72 horas" para "dar apoio imediato às manifestações populares que se registram no país" e "exigir ao governo que melhore a situação do transporte de cargas no país". O MUBC reivindica "subsídios para baratear o diesel", a eliminação dos pedágios para os caminhoneiros e uma fiscalização maior dos motoristas que trabalham sem as devidas licenças. Além disso, exige que as promessas de investimentos nas estradas que o governo fez nos últimos anos sejam cumpridas. O ministro dos Transportes, César Borges, respondeu nesta terça-feira que a isenção de todos os pedágios em estrada é "impossível". Borges explicou que o diesel já tem subsídios oficiais que não podem ser aumentados e que os pedágios estão estabelecidos nos contratos assinados com as empresas concessionárias. "O Brasil não pode assistir passivamente a essa situação", declarou Borges, que assegurou que "o governo adotará todas as medidas que estiverem a seu alcance para garantir que todas as cargas cheguem a seu destino e que a economia flua", disse o ministro. No entanto, Borges não detalhou nenhuma das medidas que o governo poderia adotar, se limitou a pedir que os protestos parem e se disse disposto a ampliar o "diálogo" com os sindicatos. EFE ed/tr

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