Rússia x Ucrânia

Internacional Canal no YouTube pergunta aos russos o que eles pensam sobre a guerra na Ucrânia

Canal no YouTube pergunta aos russos o que eles pensam sobre a guerra na Ucrânia

Entrevistados chamam a invasão do país vizinho de 'operação especial', por medo de represália das forças de segurança de Putin

  • Internacional | Lucas Ferreira, do R7

Russos são entrevistados por criador de canal no YouTube para comentar a guerra na Ucrânia

Russos são entrevistados por criador de canal no YouTube para comentar a guerra na Ucrânia

Reprodução YouTube/1420

O canal do YouTube 1420 tem publicado diariamente vídeos em que russos são entrevistados sobre a guerra na Ucrânia. Após duas semanas da criação da página, já são mais de 200 mil inscritos, e alguns vídeos ultrapassam 1 milhão de visualizações.

Os russos ouvidos pelas ruas não costumam apoiar a “operação especial” russa na Ucrânia – eles, inclusive, evitam o uso do termo “guerra”, por medo de represália das forças de segurança de Vladimir Putin. No país, não é permitido chamar a invasão do país vizinho de guerra.

Durante as entrevistas, muitos preferem não falar sobre assuntos relacionados ao conflito, e comentam apenas as questões ligadas às sanções impostas pelo Ocidente à Rússia. Bens de tecnologia, como celulares, e cosméticos, como maquiagens, estão na lista dos itens que subiram de preço nas últimas semanas. Além disso, diversas empresas anunciaram a suspensão ou o encerramento das atividades no país.

Os entrevistados, em sua grande parte jovens, são contra a invasão. Um deles, inclusive, brinca dizendo que o objetivo da Rússia é realizar uma grande ofensiva contra a Europa, chegando até Paris, do outro lado do continente.

As pessoas ouvidas acreditam que o próximo passo para a população russa seja sair do país. Elas temem que o país seja isolado do Ocidente, assim como aconteceu na época da Guerra Fria, ainda sob a bandeira da União Soviética.

Nos vídeos, é possível notar que parte da população do país não acredita que a guerra vá se estender por muito tempo, enquanto outros temem que o conflito se torne uma guerra muito maior.

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