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Candidata da direita, Laura Fernández vence eleição e será a segunda mulher a governar a Costa Rica

Política de 39 anos promete dar continuidade ao governo de Rodrigo Chaves no país da América Central

Internacional|Rocío Muñoz-Ledo, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A candidata Laura Fernández, do Partido do Povo Soberano, venceu as eleições presidenciais na Costa Rica no primeiro turno.
  • Com 48,5% dos votos, ela promete continuar o governo de Rodrigo Chaves, focando em projetos de mudanças políticas e sociais.
  • Fernández terá uma postura rigorosa contra o narcotráfico, incluindo medidas como a suspensão de garantias individuais em áreas específicas.
  • Com a vitória, ela se tornará a segunda mulher a governar a Costa Rica, após Laura Chinchilla, em um pleito com 69,5% de participação eleitoral.

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Com 88,43% das seções eleitorais apuradas, Fernández obteve 48,5% dos votos, percentual suficiente para vencer no primeiro turno Reprodução/Instagram @laura_fernandez_delgado

A candidata do direitista Partido do Povo Soberano, Laura Fernández, venceu no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas neste domingo (1º) na Costa Rica e assumirá no próximo dia 8 de maio como a segunda mulher a governar o país.

Fernández, politóloga de 39 anos e ex-ministra da Presidência e do Planejamento, prometeu durante a campanha dar continuidade ao governo do presidente Rodrigo Chaves e, em seu discurso de vitória, reafirmou o compromisso com a consolidação dos projetos iniciados pela atual administração.


“O povo falou, a democracia decidiu. A Costa Rica votou pela continuidade da mudança, uma mudança que busca resgatar e aperfeiçoar as instituições e devolvê-las ao povo soberano para criar mais bem-estar e prosperidade. Demos exemplo de como, em paz, as urnas eleitorais podem incentivar uma autêntica revolução política”, disse Fernández diante de seus apoiadores reunidos no Hotel Aurola, na capital San José.

Com 88,43% das seções eleitorais apuradas, Fernández obteve 48,5% dos votos, percentual suficiente para vencer no primeiro turno, superando Álvaro Ramos, do social-democrata Partido Libertação Nacional, que alcançou 32,12% dos votos, segundo resultados preliminares do Tribunal Supremo de Eleições (TSE).


Ramos reconheceu imediatamente a vitória de Fernández. Em um ato diante de seus apoiadores, desejou-lhe sucesso e afirmou que seu partido a apoiará sempre que suas decisões forem “para o bem do país”.

“Desejo à dona Laura Fernández que Deus lhe dê muita sabedoria para governar, e nós a apoiaremos quando suas decisões forem para o bem do país e não o faremos quando não estivermos de acordo”, disse o candidato do Partido Libertação Nacional.


Embora as pesquisas tenham antecipado corretamente a liderança da candidata governista, falharam ao estimar o desempenho do segundo colocado. A última pesquisa do CIEP-UCR, publicada na quarta-feira (28), atribuía a Ramos apenas 9% das intenções de voto, bem abaixo dos 32,12% que ele acabou obtendo nas urnas.

A candidata governista conquistou forte apoio com sua promessa de mão dura contra o narcotráfico, tema que preocupa os cidadãos de um país que, durante anos, foi considerado um dos mais seguros da região.


A Costa Rica, antes conhecida como a “Suíça da América Central”, enfrenta hoje uma realidade mais complexa. Segundo o Organismo de Investigação Judicial (OIJ), 2025 foi o terceiro ano mais violento já registrado no país, com uma taxa de homicídios dolosos de 16,7 por 100 mil habitantes, atribuída pelo governo ao narcotráfico e aos confrontos entre quadrilhas criminosas.

Fernández propõe suspender garantias individuais em áreas específicas para capturar criminosos ligados ao narcotráfico, medida que gerou críticas da oposição. Além disso, pretende endurecer as penas contra o crime organizado e dar continuidade à construção de um presídio de segurança máxima inspirado em modelos internacionais, como o implementado em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele, projeto iniciado durante o mandato de Chaves.

Com a posse, Fernández se tornará a segunda mulher a governar a Costa Rica, país de 5,2 milhões de habitantes e um dos mais estáveis da região, depois de Laura Chinchilla (2010–2014), que também venceu em primeiro turno.

De acordo com dados do Tribunal Supremo de Eleições (TSE), a participação eleitoral alcançou 69,5%, significativamente superior aos 56,8% registrados nas eleições de 2022.

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