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Cazaquistão: presidente pede ajuda militar à Rússia após protestos

Kassym Jomart Tokayev afirma que manifestações contra aumento no preço do gás foram organizadas por 'grupos terroristas'

Internacional|Do R7

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Tokayev pediu auxílio da Rússia e de países aliados para sufocar protestos
Tokayev pediu auxílio da Rússia e de países aliados para sufocar protestos

O presidente do Cazaquistão, Kassym Jomart Tokayev, pediu, nesta quarta-feira (5), ajuda a uma aliança militar regional encabeçada pela Rússia para sufocar os protestos que sacodem a antiga república soviética que, segundo ele, são conduzidos por "terroristas".

"Hoje eu fiz um apelo aos chefes dos Estados da OTSC (Organização do Tratato de Segurança Coletiva) para que ajudem o Cazaquistão a superar esta ameaça", disse Tokayev em um pronunciamento em uma emissora estatal, acrescentando que "grupos terroristas" que teriam recebido "treinamento no exterior" estarian envolvidos nos protestos desencadeados pelo aumento no preço do gás.


O governo do Cazaquistão declarou estado de emergência em nível nacional nesta quarta depois que protestos contra o aumento no preço dos combustíveis resultaram em confrontos e os manifestantes atacaram prédios governamentais.

O país tem sido sacudido por protestos desde o começo do ano. Nesta quarta, eles se intensificaram e levaram a confrontos com a polícia.


As autoridades cortaram o acesso à internet e telefones celulares em todo o país e anteriormente declararam estado de emergência nos epicentros das manifestações, a capital financeira, Almaty, e a província de Mangystau, assim como na capital, Nur-Sultan, onde até agora não foram registradas manifestações.

EUA pedem "moderação"

A Casa Branca instou nesta quarta-feira (5) as autoridades do Cazaquistão a mostrar "moderação" diante dos violentos distúrbios civis que ocorrem no país, após os quais o governo declarou estado de emergência.


A secretária de imprensa, Jen Psaki, disse que os Estados Unidos apoiam "os chamados à calma" e disse que os manifestantes deveriam poder "se expressar pacificamente", instando as autoridades a "agir com moderação".

As Nações Unidas também pediram a todas as partes que "atuem com moderação, se abstenham da violência e promovam o diálogo".


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O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que o organismo internacional estava acompanhando os acontecimentos no país da Ásia Central "com preocupação".

Psaki disse que as "loucas afirmações russas" sobre os Estados Unidos estarem por trás das manifestações maciças são "absolutamente falsas e claramente fazem parte do manual russo de estratégias de desinformação".

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