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Centenas de simpatizantes da Irmandade Muçulmana passam por novo julgamento

Internacional|Do R7

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Cairo, 25 mar (EFE).- O Tribunal Penal de Minia iniciou nesta terça-feira o julgamento de 683 membros e partidários da Irmandade Muçulmana, entre eles seu guia espiritual Mohammed Badía, acusados de participar de ataques violentos no distrito de Al Edua, na província de Minia, ao sul do Cairo. Os conflitos aconteceram após o violento despejo das manifestações islamitas nas praças de Rabea al Adauia e Al-Nahda, em meados de agosto passado, onde morreram centenas de pessoas. São acusados de atacar instituições públicas e a delegacia do distrito de Al Edua, além de alterar a ordem pública. Um dos advogados de defesa, Ahmed Shabib, disse à Agência Efe que a defesa lateral boicotou o julgamento "porque o juiz infringe a lei em vez de aplicá-la e pelo que aconteceu ontem", em referência à condenação à morte, por esse mesmo tribunal, de mais de 500 simpatizantes da Irmandade Muçulmana. "Temos o mesmo juiz e uma causa similar", acrescenta Shabib, que adverte que "com a ausência da defesa, a decisão é inválida". Ao final da primeira sessão, hoje, Shabib afirmou não saber "se será imposto o mesmo castigo que ontem, porque o juiz suspendeu a sessão", mas tem certeza de que, se forem condenados à morte, apresentarão um recurso. As forças de segurança realizaram um intenso envio de soldados e fecharam as ruas próximas ao tribunal para proteger a realização do processo. Ontem, o mesmo tribunal condenou à morte mais de 500 simpatizantes da confraria por ataques contra edifícios oficiais e o assassinato de um coronel em agosto passado, em uma decisão sem precedentes no Egito e que, faltando ser decidida em 28 de abril, foi criticada pelas Nações Unidas e por outras instituições internacionais. EFE aj-em/tr

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