Logo R7.com
RecordPlus

Cessar-fogo frágil sugere que EUA preparam novo ataque contra Irã

Analistas avaliam que Trump precisa de tempo para reabastecimento antes de novos ataques

Internacional|Da Agência Brasil

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A fragilidade do cessar-fogo entre EUA e Irã sugere que é um tempo para reabastecimento militar.
  • Especialistas acreditam que os EUA planejam um novo ataque massivo ao Irã, semelhante a operações passadas no Vietnã.
  • Movimentações de tropas e a baixa dos estoques de mísseis estadunidenses indicam uma preparação para ação militar.
  • O Irã está sendo pressionado por outros países, como a China, para aceitar o cessar-fogo, enquanto Israel intensifica ataques na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ataque de Israel contra o Irã pode comprometer ainda mais o acordo Majid Asgaripour/WANA/Reuters - 04.04.2026

A fragilidade do acordo de cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos e Irã, em meio à manutenção de grande mobilização de tropas estadunidenses no Oriente Médio, sugere que a trégua temporária serve para o Pentágono se preparar para um novo ataque massivo contra o Irã.

A avaliação é de especialistas em geopolítica e questões militares consultados pela Agência Brasil.


O diretor do GSEC (Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos), Rodolfo Queiroz Laterza, disse que o cessar-fogo, na forma como foi desenhado, sugere que a trégua é uma forma de Trump ganhar tempo.

LEIA MAIS:

“Estamos vendo é uma pausa operacional para finalidades de possível reabastecimento de munições e das unidades da Força Aérea norte-americana para um bombardeio massivo e/ou também um desembarque terrestre.


Esse cessar-fogo é bastante precário”, disse o historiador de conflitos armados.

O especialista em geopolítica destaca que a movimentação de aeronaves na região é “colossal”, com cerca de 500 aviões dos EUA em operação, cerca de um quarto da frota aérea militar do país.


Rodolfo ainda vê uma logística “crescente” e a brigada da artilharia de Washington mobilizada.

“Isso não indica paralisia ou acordo. Os EUA têm um padrão para se retirar dos conflitos. Eles promovem uma operação de bombardeio massivo, para gerar uma verdadeira terra arrasada, declaram vitória e se retiram. Isso aconteceu antes, no Vietnã do Norte, em 1972”, explica Laterza.


A centésima onda de ataques do Irã, informada nesta quarta-feira (8), contra 25 alvos em Israel e outros países do Oriente Médio, incluindo a Arábia Saudita, reforça a fragilidade desse cessar-fogo, avaliou o diretor do GSEC.

O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que os EUA têm uma capacidade de produzir, por ano, cerca de 90 mísseis Tomahawk e cerca de 500 a 600 mísseis Patriot, o que indica um esgotamento desses armamentos.

“Só na primeira semana foram gastos 800 mísseis Patriot. Eles estão com estoques baixos. Esses mísseis também são fornecidos ao Reino Unido, Japão, Austrália, Canadá e outros países. Existe um problema de estoque muito grande e, por isso, os ataques iranianos estavam, cada vez mais, passando pelas defesas aéreas”, destacou.

Estudioso de Ásia, Teoria Militar e Defesa, Ramos também avalia que o cessar-fogo é uma pausa operacional para novo ataque massivo.

Ele destacou que aviões C-130 estão levando mais munição para o Oriente Médio. Porém, para o especialista, os EUA não teriam condições de manter uma longa guerra.

“Eles estão muito desgastados. Só que podem fazer um mega ataque, proclamar vitória e tentar fazer com que o Irã ceda mais. Tentaram isso no Vietnã também”, recordou.

Ali Ramos avalia ainda que o Irã vem sendo pressionado por China e outros países para aceitar o cessar-fogo.

“A China fez pressão para o Irã aceitar. Os países do Golfo provavelmente também. Nesse cenário, o Irã está mirando uma nova realidade estratégica na região para se posicionar como um ator moderado. Acredito que por isso que o Irã aceitou”, disse.

Israel

O ataque massivo de Israel contra o Irã nesta quarta-feira busca implodir o ainda frágil e temporário acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, avaliou Ali Ramos.

“Israel torpedeou todos os cessar-fogos até o momento na região, foi contra todos eles. Existe uma questão de sobrevivência na política doméstica israelense para [Benjamin] Netanyahu, que depende, por conta das acusações de corrupção contra ele, de permanecer em guerra. Acredito que Israel vai fazer tudo para que essa guerra retorne”, completou.

O Irã ameaça romper o cessar-fogo devido aos ataques de Israel contra o Líbano. Teerã exige que o cessar-fogo seja em todas as frentes de batalha.

Em entrevista à PBS News, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Líbano não faz parte do acordo “por causa do Hezbollah”.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.