Rússia x Ucrânia

Internacional Chanceler russo diz que Brasil e outros países não querem receber ordens dos EUA

Chanceler russo diz que Brasil e outros países não querem receber ordens dos EUA

Em entrevista à rede russa RT, Sergei Lavrov afirma que Ocidente está sendo hostil com a Rússia durante a guerra na Ucrânia

  • Internacional | Do R7

Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, durante pronunciamento

Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, durante pronunciamento

Evgenia Novozhenina/Pool/AFP - 17.3.2022

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse em entrevista publicada nesta sexta-feira (18) que o Brasil não quer ser “receber ordens” dos Estados Unidos. O chanceler russo também cita Argentina, China, Índia e México entre os países que “nunca aceitariam” um mundo comandando pelo tio Sam.

“Há personagens que nunca aceitariam uma aldeia global sob o xerife americano”, disse Lavrov em entrevista à rede russa RT. “China, Índia, Brasil, Argentina, México. Tenho certeza de que esses países não querem estar em uma posição em que o Tio Sam os ordene a fazer algo e eles digam ‘sim, senhor’”.

Brasil, China e Índia, ao lado da África do Sul, são parceiras da Rússia no Brics — grupo formado por países emergentes para estimular a relação econômica entre as nações. Entretanto, na guerra na Ucrânia, os países parecem ter opiniões distintas.

No início de março, foi votada na ONU uma resolução contra a invasão russa no leste europeu e apenas o Brasil foi a favor da medida. África do Sul, Índia e China preferiram se abster, enquanto a Rússia foi contra.

Para Lavrov, a operação militar na Ucrânia — forma como os russos chamam a guerra — mostra a hostilidade ocidental ao seu país. O chanceler acredita que a Rússia nunca seria aceita como igual após o colapso da União Soviética.

“Nós não estamos fechando a porta para o Ocidente, eles estão fazendo isso. Mas, quando eles voltarem aos seus sentidos, e quando esta porta for reaberta, [...] nós iremos cooperar com eles sabendo muito bem que não podemos ter certeza de que eles são confiáveis”, ressalta Lavrov.

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