Charge preconceituosa do Charlie Hebdo faz pai de menino sírio chorar
Jornal francês sugeriu que a criança se tornaria um apalpador de mulheres
Internacional|Do R7

O pai do menino Aylan Kurdi, morto por afogamento quando cruzava o mar Egeu com um grupo de refugiados sírio a caminho da Turquia, respondeu com indignação à charge do jornal francês Charlie Hebdo publicada na última semana. Abdullah Kurdi, pai do Aylan, disse em comunicado que chorou ao ver o desenho satirizando o filho. Na charge, o jornal francês sugere que o menino poderia se tornar um apalpador de mulheres quando crescesse.
O desenho, ofensivo aos refugiados, faz alusão aos casos ataques sexuais a mulheres na cidade de Colônia, na Alemanha, na noite do Ano Novo, quando foram registradas mais de 500 ocorrências, sendo 40% delas de assédio sexual.
A maioria dos suspeitos, segundo a polícia, era de estrangeiros que se concentraram em frente à estação de trens para comemorar a passagem de ano. A reação de grupos extremistas alemãs aconteceu logo nos primeiros dias do ano. Grupos armados atacaram imigrantes e protestaram nas ruas da cidade. Sírios, paquistaneses e argelinos foram agredidos.
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Em setembro, a foto do Aylan, de três anos, morto na praia comoveu o mundo e deu início a uma grande campanha de apoio aos refugiados sírios que fugiam da guerra.
Abdullah Kurdi disse que a família ainda está abalada com a morte do pequeno Aylan e com os ataques contra refugiados. "Quando vi a charge chorei", disse.
A rainha Rânia da Jordânia demonstrou sua indignação contra o desenho do jornal francês. Ela publicou nas redes sociais uma charge mostrando que, no futuro, o garato sírio poderia se tornar um estudante e depois um médico.













